Campo Mediúnico do Médium


Todos sabemos que um ser humano, uma planta, um mineral e muitos animais não racionais possuem uma aura que os envolve, protegendo-os do meio exterior. Assim como sabemos que esta aura também é refletora da energia interior dos corpos inanimados. Nos seres vivos, é a refletora dos sentimentos e dos padrões energo-magnéticos e está intimamente relacionada com o campo emocional.

O campo mediúnico inicia-se no corpo elementar básico e expande-se uniformemente ao redor dele por aproximadamente uns trinta centímetros, e até uns setenta, no máximo. Este campo mediúnico ou eletromagnético é comum a todos os seres humanos, independente de sua formação cultural ou religiosa. E aqui nos limitaremos só aos seres humanos.

O fato é que este campo eletromagnético tem sua sede no mental, que é a “coroa” ou chacra coronário, iniciando-se ao seu redor e derramando-se em torno do corpo elemental básico. “Elemental” porque é elemento puro, e básico porque é o primeiro “corpo” que o ser humano teve formado num estágio virginal onde evoluiu.

O campo mediúnico abre-se para o plano espiritual e é através dele que são estabelecidas ligações magnéticas com o mundo espiritual.

Este campo interpenetra outras dimensões, mas não as sente ou é sentido por quem vive nelas. O mesmo acontece com os espíritos em relação ao plano material: atravessam paredes, corpos, etc., sem alterar suas estruturas espirituais ou as estruturas físicas dos objetos tocados por eles.

“No universo, tudo vibra e tudo é vibração.”

Logo, se tudo o que existe no plano material obedece ao padrão vibratório “atômico”, no plano espiritual o padrão vibratório é o “etérico”. “Etérico”, de éter ou energia sutilizada a níveis suprafísicos.

Em cada padrão vibratório específico, tudo se nos mostra regido pelas mesmas leis que sustentam as formas no plano material: agregados energéticos que, por magnetismos específicos, dão formação às massas ou corpos físicos.

Na dimensão onde vivem os espíritos, um magnetismo semelhante ao existente no plano material também existe, e sustenta tudo o que nela possa existir. A única diferença está no relacionamento energético e na mudança do padrão vibratório, tanto dos seres quanto das formas, que são plasmadas a partir do éter.

Assim explicado, então saibam que todos nós temos um campo mediúnico que se abre para muitas dimensões da vida, e que as interpenetram, ainda que disto não nos apercebamos, pois nosso percepcional espiritual está graduado no mínimo para captar as vibrações exclusivas da dimensão humana e no máximo para captar vibrações espirituais.

Mas este campo mediúnico interpenetra as dimensões ígneas, aquáticas, terrosas, eólicas, mistas, cristalinas, minerais, vegetais, etc. se desenvolvermos conscientemente nosso rústico percepcional, então podemos captar as energias circulantes que existem nelas e nos chegam de forma sutil.

Este campo mediúnico que, à falta de palavras de melhor definição preferimos nominar de “campo eletromagnético”, é justamente a nossa tela refletora onde as ligações invisíveis costumam acontecer.

É neste campo pessoal dos seres humanos que se alojam focos vibratórios ou acúmulos energéticos que refletem na aura e a rompem, alcançando o corpo energético ou mesmo o físico, afetando a saúde. Se em um primeiro momento os padrões vibratórios são diferentes, no entanto, tudo o que nele se alojou vai pouco a pouco sendo induzido pelo nosso magnetismo a adequar-se ao nosso padrão pessoal. Aí começa a ser internalizado por magnetismo.

Isto é comum nos casos de obsessão espiritual, quando um ser não afim conosco aloja-se em nosso campo eletromagnético.

O padrão vibratório do intruso é outro, só passamos a ser incomodados quando ele adequa seu padrão ao nosso. Então suas vibrações mentais, conscientes ou não, interferem no nosso mental através de nosso emocional conduzindo-nos a desequilíbrios energéticos profundos.

Estas interferências, se muito duradouras ou intensas, costumam nos desequilibrar de tal forma que passamos a ter duas personalidades antagônicas num mesmo ser e um mesmo espaço mediúnico.

E, porque nosso corpo físico reage a estes estímulos vibrados pelo intruso alojado em nosso campo eletromagnético, então começamos a sentir desequilíbrios (dores) no próprio corpo físico. São as doenças não diagnosticadas pelos médicos.

Os “passes” ministrados por médiuns magnetizadores e doadores de energias têm como função descarregar este campo dos acúmulos de energias negativas nele formados no decorrer do tempo.

É por isso que os passes magnéticos são fundamentais num tratamento espiritual, pois os mentores curadores precisam tem em seus pacientes este campo totalmente limpo, quando então começam a operar no corpo energético, onde realizam cirurgias corretivas ou desobstrutoras, chegando mesmo a retirarem “tumores” formados unicamente por energias negativas internalizadas pelo corpo energético.

Só depois de equilibrarem o campo eletromagnético e o corpo energético dos seres é que os mentores curadores atuam no corpo físico de seus pacientes encarnados, que a eles recorrem, pois realizam curas maravilhosas onde a limitada medicina falha.

É fundamental que saibam disso, pois só assim entenderão o porquê dos passes realizados em todos os centros espíritas ou de Umbanda: é para realizar a limpeza dos campos mediúnicos de seus frequentadores.

Só que enquanto nos centros espíritas usa-se o passe magnético, nos centros de Umbanda também se recorre aos passes energéticos, quando são usados diversos materiais (fumo, água, ervas, pedras ou colares, etc.) que descarregam os acúmulos negativos alojados nesses campos eletromagnéticos.

O uso de guias ou colares pelos médiuns têm esta função durante os trabalhos práticos: as energias que vão sendo captadas, vão se condensando (agregando) às guias e não são absorvidas pelos seus corpos energéticos, não os sobrecarregando e não os desarmonizando durante os trabalhos espirituais.

Ervas e fumo, quando potencializadas com energias etéricas pelos mentores, também se tornam poderosos limpadores de campos eletromagnéticos.

Enfim, existe toda uma ciência por trás de tais procedimentos dos espíritos que atuam no Ritual de Umbanda Sagrada.

Há também outro aspecto que todos devem conhecer: quando alguém realiza uma magia contra ou em favor de alguém, ela primeiro reflete neste campo eletromagnético, para só depois afixar-se nele e ser internalizada.

Se a magia é positiva, ela é imediatamente absorvida e alcança tanto o emocional quanto o corpo físico, melhorando o estado geral do ser. Se a magia é negativa, então surge uma reação física, energética, magnética, emocional e mental por parte do ser-alvo, visando repeli-la.

Mas nem sempre isto é conseguido. Então as defesas do ser enfraquecem-se e ele começa a internalizar os fluxos negativos direcionados que estão inundando seu campo eletromagnético com energias que, pouco a pouco ou rapidamente, o atingirão, o enfraquecerão, o adoecerão, ou o desequilibrarão emocionalmente, abrindo todo um amplo campo onde atuações diretas começarão a acontecer.

Essa é a mecânica de funcionamento das magias negras.

Nas magias positivas, o campo eletromagnético absorve de imediato as energias que lhe chegam através de sua tela coletora de vibrações positivas e as internalizam, anulando parcialmente os efeitos das doenças físicas, psíquicas ou espirituais. Enquanto durar a vibração direcionada via orações e irradiações acionadas a partir da ativação de materiais potencializados, etc., durará a captação das energias que chegarão.

O campo mediúnico ou eletromagnético não é a aura. Esta é tão somente composta por irradiações do corpo energético, que é um gerador energético por excelência.

A aura é um espelho etérico do estado geral do ser e mostra, através de suas cores, os tipos de sentimentos vibrados e o padrão vibratório estabelecido no mental, que é o centro magnético do espírito.

Nos processos de desenvolvimento mediúnico, todo este campo eletromagnético tem seu padrão reajustado para que as incorporações se realizem da forma mais natural possível.

No principio, quando os espíritos adentram neste campo, por estarem vibrando num outro padrão, o médium sente-se zonzo, dormente, desequilibrado, etc., pois seu equilíbrio gravitacional mental sofre uma interferência poderosa. Mas à medida que os mentores vão reajustando o padrão vibratório de seus médiuns, os choques vibratórios vão desaparecendo e as incorporações acontecem de modo quase imperceptível a quem está assistindo o processo.

Neste ponto do desenvolvimento mediúnico, o campo eletromagnético do médium já foi totalmente reajustado e foi afinizado com o padrão vibratório espiritual, pois antes quem o graduava era o padrão vibratório atômico (físico).

Na Umbanda, recorre-se às giras de desenvolvimento, quando vários recursos são usados ao mesmo tempo: defumações, palmas, cantos, danças, atabaques e outros instrumentos.

Vamos comentar rapidamente estes recursos:

-DEFUMAÇÕES: descarregam o campo mediúnico e sutilizam suas vibrações, tornando-o receptivo às energias de ordem positiva.

-PALMAS: se cadenciadas e ritmadas, criam um amplo campo sonoro cujas vibrações agudas alcançam o centro da percepção localizado no mental dos médiuns. Com isso, os predispõem a vibrarem ordenadamente, facilitando o trabalho de reajustamento de seus padrões magnéticos.

-CANTOS: a Umbanda recorre aos cantos ritmados que atuam sobre alguns plexos, que reagem aumentando a velocidade de seus giros. Com isso, captam muito mais energias etéricas, que sutilizam rapidamente todo o campo mediúnico, facilitando a incorporação.

-ATABAQUES E OUTROS INSTRUMENTOS: as vibrações sonoras têm o poder de adormecer o emocional, estimular o percepcional, alterar as irradiações energéticas e atuar sobre o padrão vibratório do médium. Ao desestabilizar o padrão vibratório, o mentor aproveita esta facilidade e adentra no campo eletromagnético, adequando-o ao seu próprio padrão e fixando-o no mental de seu médium através de vibrações mentais direcionadas. Em pouco tempo o médium adequar-se e torna-se, magneticamente, tão etérico em seu padrão vibratório, que já não precisa do concurso de instrumentos para incorporar. Basta se colocar em sintonia mental com quem irá incorporá-lo para que o fenômeno ocorra.

-Danças: a Umbanda e o Candomblé recorrem às “danças rituais”, pois, durante seu transcorrer, os médiuns se desligam de tudo e concentram-se intensamente numa ação onde o movimento cadenciado facilita seu envolvimento mediúnico.

Nas “giras” (danças rituais), as vibrações médium-mentor se interpenetram de tal forma, que o espírito do médium fica adormecido, já que é paralisado momentaneamente.

Os médiuns, em principio, sentem tonturas ou enjoos. Mas estas reações cessam se a entrega for total e não houver tentativa de comandar os movimentos, já que será seu mentor quem o comandará.

Um médium plenamente desenvolvido pode “dançar” durante horas seguidas que não se sentirá cansado após a desincorporação. E se assim é, isto se deve ao fato de não ter gasto suas energias espirituais. Não raro, sente-se leve, enlevado, etc., pois seu corpo energético, influenciado pelo corpo etérico do mentor, sobrecarregou-se de energias sutis e benéficas.

Não entendemos algumas críticas infundadas ou conceitos errôneos a respeito do desenvolvimento da mediunidade com recursos sonoros como os que acabamos de descrever.

São ótimos e foram aperfeiçoados por mentores de “elite” que ordenaram todo o Ritual de Umbanda sagrada a partir do astral. Se tais recursos fossem nocivos ou não proporcionassem facilidades ao ato de incorporação, com certeza já teriam sido banidos das tendas de Umbanda.

Nada é por acaso. Se o Ritual de Umbanda optou pelo uso de atabaques, cantos e danças rituais, não tenham dúvidas: as incorporações acontecem ou não, mas ninguém fica na dúvida se incorporou ou se o guia só encostou.

Teologia de Umbanda Sagrada – Ministrado por Alexandre Cumino