Paciencia e nós

ampulheta

Quando as dificuldades atingem o apogeu, induzindo os companheiros mais valorosos a desertarem da luta pelo estabelecimento das boas obras, e prossegues sob o peso da responsabilidade que elas acarretam, na convicção de que não nos cabe descrer da vitória final…

Quando os problemas se multiplicam na estrada, pela invigilância dos próprios amigos, e te manténs, sem revolta, nas realizações edificantes a que te consagras…
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Ao Mistério Exu Caveira: Um Brinde a Morte

exu-caveira

Pelo seu sorriso que encanta e acalenta o final de todos os ciclos. Pelo seu toque, que cria condições para que tudo possa renascer. Pela doçura do medo que vós desperta, em todos aqueles que se iludem com o ato de viver. Pela oportunidade que ecoa da escuridão do seu manto ébano.

Neste momento, presente e sublime, erguemos o cálice da consciência, brindando a morte!

Pela morte de todos os nossos vícios: emocionais, mentais, espirituais, condicionais, sociais e materiais. Sejam eles de ordem química ou energética.
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Alguém te espera na noite…

meia

Vinte e três horas e alguns minutos, em algum dos muitos “inferninhos” disfarçados com luxo, luzes e uma ilusória alegria na grande metrópole que não dorme, notamos um grupo de seres sombrios arquitetando seu plano para iniciarem seu processo de vampirização.

O suposto chefe, pois mantem postura altiva e senso de diligência da as coordenadas para que o grupo se divida nas táticas programadas para que não se perca nesta noite “nenhuma cabeça” e todos saem para a “caça”.

O local começa a ficar lotado de almas ainda na fase juvenil de suas vidas, mentes invigilantes, sonhadoras e muito, muito desatentas com o cenário sombrio que se desenrola ao seu lado. A beleza do local, as pessoas agitadas o som de música alto é o cenário propicio para se instalarem processos dolorosos de obsessões a principio simples que inevitavelmente caminharão para o um quadro de complexidade em um futuro não tão distante. A ausência de luz solar possibilita que seres infelizes, presas do ódio e sedentos de vingança executem suas técnicas de absorção das energias vitais e aprisionamento mental destes filhos (as) ainda perdidos na ilusão dos sentimentos.
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Um dia, um preto velho…

preto velho

“Um certo dia, ele atendeu de uma senhora que lhe veio consultar sobre um tumor nos seios, diagnosticado por uma mamografia. Passes daqui, trabalhos dali, enfim, uma consulta normal…vela, erva, água… Disse o preto:

– É mizim fia… Tá feito…mas num deixa de procurá o Homi de branco, dispois vem contá pro nego, nego vai ficá no toco esperando zunce vortá… E saiu a consulente.

Numa próxima gira, estava lá o preto no toco e chegou a sua consulente, já na segunda parte do trabalho.

– Podi entrá mi zim fia, tava le esperano…. – É meu Velho, fui no médico sim… ele disse que o tumor sumiu, vai ver foi engano, o que a mamografia mostrou foi uma sombra de um queloide, que eu já tinha de cirurgia anterior. mas vim lhe agradecer, pois sei que o Senhor me curou..
Diga, meu Pai, o que o Senhor quer de presente, quero lhe agradecer…

Em nossa casa, as entidades as vezes ganham presentes, charutos, bebidas, mas não que peçam, porque as pessoas trazem em agradecimento mesmo, como deve ser em todo lugar.

Mas naquele dia o preto pediu… – Me traga um bolo de chocolate, mi zi fia, suncê pode faze isso…?? Mais tem qui ser na próxima gira… eu num vô tá aqui, mas fala com o chefe que ele manda mi chamá….

Todos estranharam, e eu mais ainda, passei a semana pensando naquele pedido, eu que amo bolo de chocolate, pensava comigo, Meu Velho… porque um bolo, Meu Pai…

Até os filhos da casa acharam estranho e houve uma brincadeira ou outra, do tipo achando que iam comer o bolo.Alguém arriscou dizer que era a comemoração pela cura da mulher… Enfim… esperei ansiosa, Afinal… confio neles.

Em verdade torci para a mulher nem aparecer com aquele bolo,m as ela apareceu, e sentou na primeira fila, com o tal bolo, todo confeitado de confetes coloridos.

Chegou o preto, com autorização do chefe do terreiro, que é Seu Serra Negra…. – Trouxe meu bolo, mi zim fia… – Trouxe meu velho… Então o preto levantou e disse que na assistência tinha uma menina, de cor morena, que estava fazendo aniversario, 14 anos, e chamou-a.

Disse à menina: – Mi zim fia, esse é presente que sunce pediu ao seu anjo da guarda, ele não pode vir, mandou o nego te entregar…
A criança marejou os olhos e saiu com o bolo na mão, sentar ao lado da mãe, que chorava muito na assistência.
Em 14 anos, nunca havia ganhado um bolo de chocolate.Nunca mais voltou, nunca mais vimos. E nunca esquecemos esta história.”

Autor desconhecidoecido

Aos egoístas, vaidosos e orgulhosos.

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O desequilibrado mentalmente e emocionalmente, encontra como calço para seus pés incautos e insensíveis, os que ele tem como mendigos do saber de algo a mais. E ele débil cidadão através do impor condições sobrevive apenas, mais e mais ansioso por aplausos e viciado pelos apegos do ego agressivo; tendo como suporte para o poder, a, avantajada vaidade em legitima tentativa de se sobrepor aos alheios a suas analises petrificadas com os seus modos e formas vivencias não menos mecânicas e repetitivas de desleixar da vida. Eis que o ser mentalmente e emocionalmente desequilibrado, vive em procura sequiosa de perceber-se ao menos em paz, ante o meio que vive, assegurando-se que só os outros lhe vejam com pena. Lamentável, miserável de si mesmo! Eis uma situação dos alienados pela vaidade, orgulho e egoísmo, que não sente por si próprio a paz.

Espírito Guardiã Exu Rosa Caveira.
Psicografia médium: Edson Rosa
Fonte: Diálogo com os espíritos