Dignidade em ser Umbandista

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O simples fato de uma pessoa passar a compreender as coisas que muitos não compreendem o torna diferente, ora respeitado, ora desprezado, invejado ou ainda não raro odiado, distante da factual medíocre e hipócrita fase egoísta do espirito humano. Paira uma solidão cortante e uma tristeza enorme de ver que a pior deficiência humana não esta no corpo físico.

A religiosidade na Umbanda nos leva a esta reflexão, principalmente quando vemos o espirito de um Preto Velho ou Caboclo, que simbolizam as duas raças mais injustiçadas desta nossa historia, se doando ao trabalho caritativo e ainda ser alvo de julgamentos nocivos, raivosos, preconceituosos daqueles que não querem compreender e sequer se prezam aos atos de respeito às diferenças, mas QUEM TEM OLHOS DE VER QUE VEJA: que dentro dos Templos existem aqueles que adora os guias de umbanda desde que estes se disponham a resolver seus conflitos e problemas diversos e sem fim. Um após o outro.

São consulentes e médiuns vaidosos egoístas que só se sentem Umbandistas no templo, fazem do terreiro o seu palco, onde exibem-se maculando o espaço sagrado.

Não se atentam ao esforço feito pelos guias em nome de sua redenção e evolução, nem reconhecem o amor que irradia à sua volta, não bebem da água sagrada do riacho Umbandista, antes, vão apenas para lavar seus pés sujos.

Absorvidos pelas futilidades, a ilusão é concreta em sua realidade e a indiferença é a tônica. Não querem saber, desprezam o conhecimento e a reflexão.

É triste ver mensagens milenares de amor ao próximo serem entoadas como poesia, sem o minimo esforço pratico.

Nada existe mais incompatível com este mundo que o espirito livre. Todos estamos presos às nossas próprias vicissitudes. Tem que ter muita Fé, muita força de vontade para vencer, para seguir firme no caminho espiritual crendo na evolução e redenção dos seres. Temos sim que apelar ao astral superior, pois é penoso o caminho da matéria, e o risco de nos perdermos em seus atalhos uma constante.

O médium como elo de ligação entre o visível e o invisível, deve se preocupar em manter a serenidade mental e a conduta reta.

Umbanda não é brincadeira. “Umbanda é coisa séria para gente séria” (Caboclo Mirim). Não queremos e nem temos o direito de julgar ninguem, mas a observação é necessaria para formar alicerces morais e boas regras de conduta, alem do que, é dever de cada um manter sagrado o seu espaço sagrado. Precisamos de humildade, simplicidade e pureza de pensamentos, sentimentos e ações.

“A espiritualidade é uma dádiva. Ela surge para aqueles que confiam, ela acontece para aqueles que amam, e que amam imensamente” (Osho).

“Sustenta-me, pois, ó grande realidade!
Robustece-me com tua força!
Ilumina-me com a tua luz!
Abrasa-me com teu ador!
Enche-me com tua plenitude!
Abisma-me em tua ilimitada felicidade!
Ó DEUS eterno e amoroso, necessito de ti…” (H. Rohden)

Ó Umbanda querida, religião do amor, irradia sobre nós seus sete raios divinos: a fé, o amor, o conhecimento, a lei, a justiça, a geração e a evolução!

Ajuda-nos à sermos dignos de receber em nossos corpos, espiritos com a nobreza de um caboclo e a luminosidade de um Preto Velho. Amém

Por Antonio Bispo – JUS Jun/12