Encarnação e Desencarnação


A encarnação é o mecanismo básico pelo qual evoluem os indivíduos, espiritualmente e biologicamente, fazendo assim, evoluir também o meio onde atuam e se relacionam, dando então sua parte de colaboração na criação do mundo onde vivemos.

André Luiz, no livro”Missionários da Luz” nos esclarece que a reencarnação inicia-se na fecundação e se completa por volta dos sete anos de idade, já que é um processo, e, portanto, não possui um ponto limite, a não ser o início e o fim.

É claro que os conhecimentos científicos no tempo de Kardek, impossibilitava o entendimento de detalhes como os que nos foram dados por André Luiz, mas fica claro que a vida encarnada tem início na fecundação, mesmo que o processo só se conclua aos sete anos.

Concluímos, então que, tanto pela ciência estabelecida, quanto pelas informações doutrinárias espíritas, não podemos e não devemos questionar o fato de ser o início da jornada encarnatória, coincidente com a fecundação, seja qual for o método pelo qual se dê, in vitro ou in vivo.

Como sabemos, o espírito materializa seu corpo físico através do perispírito, o que possibilita ao espírito a manifestação no corpo biológico, estruturando à partir da individualidade[espírito], possibilidades genéticas[genoma], condições ambientais[meio sócio-cultural], e fatores de influências eletromagnéticas sobre os campos biológicos, uma personalidade que se desenvolverá gerando aprendizado e evolução, para no final deste ciclo, acrescentar tudo o que amealhou com a experiência . No final deste ciclo orgânico biológico, se dá a desvinculação do perispírito, processo ainda com limites aos nossos olhos.

Se pudermos definir com firmeza a encarnação, o desencarne é um processo gradual, que pode levar horas, dias, semanas, meses ou anos, dependendo da quantidade de fluido vital que ainda existe no organismo biológico e o grau de apego do espírito à matéria, gerando uma perturbação que só terminará com o completo desenlace do perispírito.

Nascer e morrer são dois aspectos de um mesmo processo, fundamental para o nosso desenvolvimento; Confúcio já dizia:

“Feliz é aquele que ao nascer, chora, enquanto todos riem, e ao morrer, ri enquanto todos choram” !!!

Resumo extraído do artigo “Encarnação e desencarnação”, de Décio Londóli, Revista O Médium, Juiz de Fora, MG.