Linha e Arquétipo das Crianças na Umbanda


Na Sua imensa Sabedoria e Perfeição, Olorum através dos Mestres Iluminados ao idealizarem a Umbanda como caminho ao seu encontro não esqueceu das crianças. Seres infantis que vivem no astral e no físico.
Preocupados com a formação dos pequeninos encarnados, que precisam desde tenra idade ser envolvidos pela consciência de evolução e transcendência da alma é que se formou no astral de Umbanda, uma estrutura complexa de suporte aos encarnados, a linha das crianças ou dos Erês como é comumente conhecida.

Neste “agrupamento” agrega-se duas classes de espíritos. Um é a situação de espíritos que saem do quinto plano da evolução para encarnar pela primeira vez e por algum motivo acaba retornando ao plano espiritual ainda na fase infantil. Como a sua estrutura mental não configurou a fase adulta, pois não a alcançou neste novo estágio, então manter-se-á infantil até que novo reencarne ocorra e possa este espírito vivenciar todas as fases da experiência “vida terrena”. Porém, até que isso ocorra, este espírito vem para uma colônia dar continuidade a outras atividades, podendo muitos interagir com os encarnados através da mediunidade.

Como são infantis e não tiveram o acesso aos “vícios e paixões” terrenos então ainda se mantêm puros energeticamente facilitando o trabalho espiritual típico desta linha que é a cura e a limpeza psíquica, este último é uma habilidade “exclusiva” desta linha. São habilidosos ao tratar da estrutura forma pensamento negativa. Para concluir este primeiro ponto, deixo reforçado que estes são espíritos humanos que desencarnaram crianças na sua primeira encarnação.

Uma outra presença mais massiva é a dos Encantados, ou seja, espíritos da quinta dimensão que não encarnaram e não são da natureza humana e sim encantados. Estes seres é que compõem o maior número de entidades que se manifestam nos terreiros como crianças e são mesmo, pois são espíritos infantis do reino encantado, que se preparam exaustivamente para interagirem com os encarnados. No entanto, muitas situações da realidade humana estes seres não compreendem e não participam e tampouco entendem sentimentos viciosos dos humanos. Estes interagem com os encarnados, pois focam primeiramente as crianças encarnadas, por uma questão de afinidade natural e depois é que vão se preocupar com os adultos.
Sua energia é puríssima, pois na realidade em que vivem não existe estes infinitos cruzamentos energéticos como na dimensão humana.

Os encantados se dividem entre os quatro elementos primários que é: terra, ar, fogo e água. É perceptível isso quando incorporados, pois percebemos nos infantis da terra uma postura mais sisuda, nos do fogo uns verdadeiros espoletas, nos do ar bastante brincalhões e os da água são chorões e de certa forma manhosos.

Logo, o arquétipo desta linha de trabalho é a criança, oferecendo desta forma um campo fértil para o desenvolvimento da fé nas crianças terrenas, pois quando crescerem e saírem da faixa infantil esta linha já não lhe atrairá tanto, no entanto a semente da espiritualidade estará lá plantada e germinando uma frondosa árvore no caminho da evolução espiritual.

Não esqueça, Umbandista: a religião oferece uma estrutura perfeita de crescimento, explore melhor a linha das crianças e garanta o futuro iluminado da Umbanda.

Salve as Crianças!

Saravá!

Nota do Médium: Salve Pai Zuluá que neste objetivo discurso nos apresenta com clareza a realidade sobre esta linha. Há quem pregue que as crianças na Umbanda seriam espíritos adultos que tomam a forma infantil para interagir demonstrando a inocência e a alegria de viver. E percebemos agora que isso é um contra senso, oras, como podemos manifestar a inocência sem tê-la verdadeiramente em nós? Então o que vale é o fingimento? O fazer de conta que é? Qual propósito final? Pois é, perguntas e mais perguntas. E este texto apresenta que na Criação não tem faz de conta e no plano espiritual não existe falsetas, ou é ou não é. Assim, viva as crianças! Cuidemos de nossas crianças e vamos garantir não só o futuro da religião bem como da humanidade.

Salve Zezinho!

Por Rodrigo Queiroz
Ditado por Pai Zuluá de Aruanda