O desafio de ser feliz…

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Felicidade é uma coisa estranha: cada um vai pautar pelo valor pessoal. Pode ser definida pelo que se tem ou pela pessoa que se tem. Outros vão atribuir a um conjunto de coisas pelas quais passamos ou vivemos, pelas experiências ou pelas expectativas.

Somos desafiados o tempo inteiro por essa tal de felicidade. Quando criança, ouvi um conselho: “Felicidade não existe; existem sim momentos felizes.”

Achei complicado para uma criança administrar isto, mas também não me esqueci. Custo a crer que é só isso…

Dividimos a nossa vida em setores, esta é uma forma de organizar tudo; logo, procuramos felicidade em todos esses setores: no trabalho, na família, na vida a dois…enfim, é muita felicidade para acontecer, certo?

A felicidade no trabalho está ligada ao que ganhamos ou à satisfação pelo que fazemos? Pôxa, conheço muitas pessoas que se dizem infelizes com o que fazem, seja pelo que fazem ou pelo quanto ganham.

Outras já dizem que a felicidade vem com o crescimento da carreira e acabam gastando muita saúde para tentar muito dinheiro, até que o dinheiro vem e aí o papel se inverte: você tem que gastar muito dinheiro para recuperar a saúde perdida. E a felicidade?

Na família, a felicidade é diluída em pessoas que a tratam de diversas formas e esse tratamento cria problemas bem maiores do que a capacidade humana pode administrar. Às vezes, escolhemos alguém na família e depositamos todo o peso neste único pilar, e ele tem que nos sustentar sem ao menos perguntarmos se esta pessoa está bem, quem dirá se feliz…

A família agrega e desagrega o tempo inteiro e isto faz com que percamos a relação real com as pessoas: o sangue fala mais alto e depositamos em segundo plano a nossa felicidade, mesmo que isto não faça o outro feliz.

No relacionamento a dois, buscamos no outro o que nos falta, sendo que deveríamos aprender a completar o outro naturalmente, sem nada em troca, sem pré-condições, por que o amor por si só dá o tom da felicidade. E não importa o quanto os outros estão julgando a sua felicidade, (na verdade, pessoas que fazem isso, querem que a sua felicidade se dane), ela só é plena se tem o seu próprio entendimento.

Felicidade é tudo o que você faz, é tudo que você busca e, principalmente, como você busca. Não está no trabalho, mas se você fizer o que gosta e ganhar como gosta, além do prazer, sentirá uma felicidade enorme.

Na família, viva e deixe viver, pois cada um carrega o que lhe pertence e você pode apoiar e enxugar a lágrima de todos, mas não deve viver a dor de cada um. Isto impossibilita o outro de crescer e aprender; logo, esse indivíduo também não vai descobrir o que é ser feliz.

Não está na relação, mas se você fizer o outro feliz e tiver entendimento de como essa pessoa ama você de forma única e respeitar o espaço de um e preservar a privacidade de dois, você perceberá como é plena a sensação de estar feliz e fazer o outro (a) feliz.

Felicidade não é momento, é presente; não é passageira, não está de viagem: está a caminho, dependendo do caminho e da porta que você vai abrir para ela.

Seja feliz, custe o que custar; isso não tem preço e nem tamanho.
Assinado: alguém feliz!

Por: Jorge Scritori