OS PONTOS CANTADOS

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Dentro de todo universo espiritual, a Umbanda é uma religião de alegria, de prazer, é uma religião de descontração, de dês-repressão e aí entra a música na Umbanda com o seu atabaque.
A Umbanda é uma religião de transe. A Umbanda é uma religião de êxtase religioso.
A Umbanda é uma religião Xamânica também.
E o couro, o atabaque é um instrumento que entra como recurso de ajuda no transe.. Então, o atabaque bem tocado, é uma vibração que nos pega de baixo para cima, ele mexe com o nosso sentido da terra, é algo que sobe, é algo que mexe com seu chacra de base e a incorporação é um fenômeno visceral.


Quando o Ogã estuda e quando ele tira música, não quando ele está surrando, batendo no couro, mas, quando ele tira música do couro do atabaque, esse atabaque bem tocado com ritmo, com melodia, com harmonia, ajuda, por quê?
Porque Ogum tem uma vibração, Oxum tem outra vibração, Iansã tem outra vibração, o toque do atabaque vai induzir essa vibração, ele vai auxiliar a incorporação.
O toque de Oxum é melodioso, chama-se “o toque de Ijexá”. E a música, os cantos de Oxum são cantos cadenciados e melodiosos como:
“Oxum lava meus olhos, Oxum minha emoção. Oxum flor das águas lava o meu coração” Ou “Eu vi mamãe Oxum nas cachoeiras, sentada na beira de um rio. Colhendo lírios, lírios ê, colhendo lírios, lírios á, colhendo lírios pra enfeitar o seu congá”.
É esse o ritmo de Oxum, essa energia de Oxum, é a cadencia de Oxum, diferente de Yansã que tem um toque de barra vento, um toque de guerra.
Ogum também, às vezes, traz um toque de guerra, o atabaque, a música ajuda a estabelecer essa vibração, essa energia dentro do Terreiro, ele bem tocado é um recurso de liturgia e ajuda o médium a descontrair porque o médium está ouvindo música, ele gosta daquela música, ele está se soltando, ele está descontraído e a incorporação se torna algo muito mais natural naquele momento.
A música ajuda a criar o ambiente e, no momento em que está todo mundo tocando para Ogum ou para Oxum ou ainda para Iemanjá:
“Mãe d‘água rainha das ondas, sereia do mar. Mãe d’água seu canto é bonito quando tem luar. Iê Iemanjá rainha das ondas, sereia do mar; rainha das ondas, sereia do mar”. O embalo da música, do ritmo, induz o transe e tranquiliza a todos.
A música é uma ferramenta e deve ser uma ferramenta bem aproveitada, é uma ferramenta que vai trazer alegria, que vai trazer profundidade, isso vai dar profundidade ritualística.
Os pontos cantados são orações,os Ogãns são puro AXÉ!!


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