CONSELHO DE AMIGO!


Certa vez fui questionado por um Guardião, sobre como eu estava. Eu, em meio à angústia e falta de esperança, respondi para que estava ‘sobrevivendo’. Ele sempre muito direto em suas palavras, me perguntou o motivo pelo qual eu estava vivo, pois sobreviver é pouco e um tanto quanto egoísta.

Imerso em meus pensamentos angustiados e desorganizados dos últimos dias, eu não soube o que lhe responder. Na verdade, eu não tinha um motivo forte ‘na ponta da língua’ para responder sua pergunta, que de fato era uma pergunta simples. No momento passaram pela minha mente lembranças boas, que me fazem sentir melhor, minha família, pessoas que eu amo e quero bem, mas antes que eu pudesse dizer algo, ele, sempre astuto, me dissera: “é pouco! Sim, é pouco você me responder que vive pelos outros. Que seja um filho seu, por mais bonito que isso seja, ainda é pouco. Um dia os seus, ou seja lá quem for, vão embora, eles vão procurar suas razões para viverem. E você? Sua razão pra viver se foi, voou para longe, como o ciclo natural de tudo. Ai filho, você vai viver pelo que? Por quem?”.

Alguns dias após essa conversa, eu sigo em análise, sigo em reforma íntima, procurando meus motivos pra responder a sua pergunta.

Todos os dias em meio ao caos dos meus pensamentos, quando sinto o desespero bater na minha mente, eu me pergunto: E aí, está vivendo pelo que? Chega a ser cômico, pois todos os dias ao me deitar eu tenho tanto pra agradecer, e mesmo assim eu ainda não sei o que responder a ele.

Talvez eu jamais tenha uma resposta pronta, mas a sua pergunta sempre ecoa na minha mente e me impulsiona todos os dias.

Parece pouco, parece simples, parece até bobo, mas às vezes é só disso que precisamos: um questionamento interno. Ainda não sei o que responder, mas a partir daquele dia eu parei de sobreviver e voltei a viver… Pelo que? Eu ainda não sei, estou vivendo pra saber.

Texto enviado por Murillo Folster, integrante da corrente mediúnica do Templo de Umbanda Caboclo Ubirajara.

Evocações espirituais em um templo


Como ocorre este processo mediúnico e como lidar com as principais dificuldades, como a mistificação e identificação do espírito?

No século XIX, durante as pesquisas das manifestações espíritas, concluiu-se que inteligências extrafísicas as provocavam e dirigiam.

Diziam serem almas de pessoas já falecidas, dando provas de identificação. Então, um mundo novo se abriu aos olhos da humanidade: o mundo espiritual, habitado por seres que, através da morte, já haviam abandonado o veículo físico.

Em todo o tipo de fenômeno mediúnico ocorrem certas fases que podemos considerar como fundamentais e, dependendo da categoria do fenômeno, acontecem particularidades que lhe são próprias. Seja o fenômeno mediúnico de efeitos inteligentes – psicografia ou psicofonia – seja consciente ou inconsciente, mecânico ou intuitivo, sempre ocorrem fases que podem ser esquematicamente assim estudadas:
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