Prisões criadas por nós mesmos


Tenho refletido sobre a importância da presença, do contato, da convivência e cheguei à conclusão de que muitas vezes vivemos tão dominados pelas nossas necessidades, pelo “nosso eu” e por tudo que o envolve que esquecemos, não percebemos ou muitas vezes não damos o real valor às pessoas que, de alguma forma, fazem parte dessa nossa existência aqui e agora.
São coisas, momentos, pessoas passando em nossas vidas, e por nossas vidas, e nós, tão limitados, nem percebemos a beleza, o perfume e a cor de tudo e de todos. Nosso olhar e nosso viver estão tão sistemáticos e tão automáticos que perdermos momentos significantes e oportunidades únicas.
Perdemos a oportunidade de ver folhas voando no tempo, cachorros farejantes em busca de novos encontros, flores abrindo-se prontas para serem percebidas. Perdemos significativas oportunidades de ver e sentir o movimento do vento, a presença do amigo protetor, o sorriso depois de um abraço e o olhar carinhoso depois de um gesto amoroso.
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