Consagração do Azeite

O azeite é utilizado desde a Antiguidade, tanto como fonte de alimento como nos rituais e cerimônias religiosas, tendo a energia e o poder vegetal da oliveira como principio formador. Várias lendas narram o nascimento da oliveira, como a que diz ser ela o resultado de uma disputa, por um pedaço de terra, entre Poseidon (deus do mar) e Atena (deusa da sabedoria). Nessa disputa, Poseidon fez nascer o mar quando usou a força de seu tridente numa rocha. Atena, por sua vez, fez brotar a oliveira da terra e, por isso mesmo, foi a vencedora da contenda, segundo Zeus, ganhando a posse da terra. Daí em diante, os frutos dessa arvore serviriam de alimento e deles seria extraído um óleo sagrado que alimentaria e fortificaria o homem, aliviando as suas dores e as suas feridas. Outra lenda, contada pelos hebreus, narra que a oliveira nasceu no Vale de Hebron, quando Adão fez 930 anos e, pressentimento sua morte, lembrou que o Senhor lhe havia prometido o “óleo da misericórdia”. Então, um querubim enviou-lhe a semente da oliveira, que germinou na sua boca após a sua morte.
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O uso do azeite na Umbanda

 

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Na Umbanda o azeite de oliva é uma fonte de extremo poder pois é a somatória de forças regentes da Natureza. A raiz da oliveira chega a 6 metros de profundidade com grande possibilidade de conter água, nasce sob qualquer condição e em qualquer lugar: vales, montanhas, entre pedras. Mesmo estando velha ou doente nunca deixam de nascer novos ramos, estando cortada ou queimada ainda assim novos ramos emergirão da raiz e demora aproximadamente 15 anos para fornecer a primeira colheita.
Por tudo isso podemos dizer que a oliveira tem características muitos próximas às do ser humano e que, simbolicamente, Deus compara a oliveira a nós. É símbolo de excelência, de força, pureza, simplicidade e benção Divina.

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