Anatomia de um Médium


Os Exus são minhas pernas. Ajudando-me a caminhar rumo à evolução. Cada encruzilhada é um desafio. Posso tropeçar e até cair, mas nunca me desviar do caminho, pois são Eles que me conduzem.

Os Baianos saõ meus braços. Com sua força e resistência me ajudando a suportar o peso das adversidades da vida. Nos momentos de luta, meus braços implacáveis, nos momentos de paz são só carinhos.

O Caboclo é meu peito; meu coração. Com sua coragem nunca recuo de meus inimigos. Posso até sentir medo das mudanças, mas nunca desistir de meus objetivos.

O Preto Velho é minha cabeça; meu cerebro. Com sua sabedoria entendo que as cosias da matéria são passageiras. Com sua paciência compreendo e respeito as diferenças de meu irmão, pois somos uma grande corrente universal, e ele depende de mim tanto quanto eu dependo dele. Com sua inocência e pureza atinjo a plenitude, pois “são delas o Reino dos Céus”.

Os mistérios do saber se encerram em meu intímo, pois sou o Verbo que se fez carne. Sou a Umbanda. A Umbanda sou eu!

Que Oxalá nos abençoe sempre

A linha de ação e trabalho dos Caboclos


Caboclo, na Umbanda, é um mistério, uma linha de trabalho, uma falange, um grau. É o identificador de entidades que trabalham na vibração ligada a Oxóssi, o orixá das matas e do conhecimento.

Nas linhas de ação e trabalho dos caboclos “são incorporados milhares de espíritos cujas religiões não eram a ioruba nem a indígena brasileira. Mas todos têm uma forma de incorporação bem característica” …

“Na Umbanda, os caboclos têm uma função relevante, pois são eles que assumem a frente nas linhas de trabalho dos médiuns. Os caboclos são o elo de ligação do médium com os orixás”. “Nas linhas de caboclos estão ocultos sob formas plasmadas grandes sacerdotes desencarnados já há muitos séculos, muitos sábios, filósofos, professores e sacerdotes dos mais variados rituais…”) (Rubens Saraceni – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)

O arquétipo do caboclo índio brasileiro é bastante forte e “só espíritos com uma noção superior sobre as verdadeiras leis da vida poderiam ser enviados à Terra para, incorporados em seus médiuns, orientar os infelizes encarnados … Só mesmo os nossos índios simples e cultuadores da verdadeira irmandade poderiam pregar o amor entre pessoas mais preocupadas com o sucesso pessoal do que com o bem-estar dos seus semelhantes”. (Rubens Saraceni – Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)
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Pontos de Caboclo

Oi chama ele, chamá
Seu (nome do caboclo) na aldeia

 

Caboclo, caboclo, venha correr sua gira
Caboclo, caboclo, em nome da Virgem Maria
Caboclo, caboclo, sentinela de Oxalá
Se ele é filho de Oxóssi ele vem pro terreiro, ele vem trabalhar (bis)

 

Estrela D’Alva é sua guia, Ubirajara é caboclo valente (bis)
Ubirajara mora lá na mata, lá na grota funda, lá no fim do mundo (bis)

 

Caboclo bom, caboclo bom, ele não bambeia
Caboclo bom, caboclo bom, ele vem da aldeia
Caboclo bom, caboclo bom, ele não bambeia
Caboclo bom, caboclo bom, ele vem da aldeia
Eu vou pedir à Virgem Maria
à esses caboclos a nossa estrela guia

 

Ô juremê, Ô juremá
Suas folhas caiu serena, Jurema, dentro desse congá
Salve São Jorge guerreiro, salve São Sebastião
Salve a cabocla Jurema, salve a sua proteção

 

Oxalá chamou e já mandou buscar os caboclos da Jurema
Pro seu juremá, Pai Oxalá é o rei do mundo inteiro
E já deu ordens pra Jurema chamar seus capangueiros
Chamai, chamai, minha cabocla Jurema os seus guerreiros
Essa é a ordem suprema

 

Caboclo roxo da pele morena, ele é Oxóssi caçador lá da Jurema (bis)
Ele jurou e torna a jurar seguir os conselhos que a Jurema vai lhe dar (bis)

 

Caboclo da pedra preta, ele gosta de ver tinir
Quem não gosta de Umbanda, o que vem fazer aqui?
Auê, auê, caboclo, auê, auê, eu quero ver
Auê, auê, caboclo, trabalha que eu quero ver

 

Vermelho é a cor do sangue do meu pai, e verde é a cor das matas (bis)
Oi saravá seu Rompe Mato da Jurema, oi saravá a banda em que ele mora (bis)

 

Vestimenta de caboclo é samambaia, é samambaia (bis)
Saia caboclo, não me atrapalha, saia do meio da samambaia (bis)

 

Olha a mata quebrando, os caboclos arriando, os caboclos arriando(bis)
Oi quem tem seus guias deixa os guias trabalhar (bis)
Cipó deu laço, desembaraça caboclo (bis)

 

Tava na beira do rio sem poder atravessar (bis)
Chamei, chamei, pelos caboclos, chamando Tupinambá (bis)
Tupinambá é guerreiro, Tupinamba guerreá

 

Foi numa tarde serena, lá na mata da Jurema eu vi os caboclos passar
Quiô, quiô, quiô, quiô que era
Sua mata está em festa, saravá seu Sete Flechas, ele é o rei da floresta

 

Atira, atira, eu atirei, no gambá vou atirar (bis)
Veado no mato é corredor, Oxossi na mata é caçador (bis)
Oi caçador na beira do caminho, oi não me mate essa coral na estrada
Ela perdeu sua choupana, caçador, foi no romper da madrugada

 

Seu Rompe Mato coroou seu Sete Flechas na floresta
E nesse dia toda a mata foi-se uma cidade em festa
E os caboclos se enfeitaram com as folhas da Jurema
E nesse dia foliaram pra saudar Umbanda e Odé

 

Oxóssi é rei no céu
Oxóssi é rei na terra
Ele não desce do seu sem coroa, sem sua muamba de guerra

 

Caboclo não tem caminho para caminhar (bis)
Caminha por cima das folhar, por baixo das folhar, em todo lugar (bis)

 

Se ele é Oxóssi e mora lá nas matas
Ele é caboclo em qualquer lugar
Ele não apanha as folhas da Jurema sem ordem suprema de pai Oxalá

 

Oxóssi assoviou pra passar no maeta (bis)
Oi pra falar com Ogum Megê, mensageiro de Oxalá

 

Jurema, Jurema, aonde está seu juremá (bis)
Aonde a lua clareia, Jurema, eu vi seus capangueiros passar (bis)

 

Oi seu Sete Flechas, quando vem da mata, ele traz na cinta uma cobra coral (bis)
É uma cobra coral, oi é uma cobra coral (bis)

 

É hora, é hora, é hora do calendar é hora (bis)
É hora do calendar, é hora de Deus, amém
Sete Flechas vem a gora e seu mano vem também

 

Aqui nessa aldeia tem um caboclo que ele é real
Ele não mora longe, mora aqui mesmo nesse cazuá

 

Oke, oke, caboclo
Seu Mata Virgem é da raiz da orucaia
Mas olha que lindo caçador naquela mata onde a coral piou

 

Ele é filho de Umbanda, ele vem lá do Oriente
Salve o Caboclo da Lua, salve Deus Onipotente
Salve o Caboclo da Lua, que é fé e proteção
Salve o Caboclo da Lua, que é Oxóssi, é São Sebastião

 

Quanto tempo que eu não bambeio, hoje eu vim pra trabalhar (bis)
Sou Caboclo Samambaia, vim aqui pra trabalhar
Sou Caboclo Samambaia, vim aqui pra sarava

 

Lá na mata piou, piou (bis)
O rei da mata chegou
Lá na mata piou, piou (bis)
Oxóssi é rei da mata, é vencedor de demanda
É orixá consagrado, coroado na nossa Umbanda

 
E olha a folha do coqueiro, olha lá
Se meus caboclos forem embora eu vou buscar

 

Em cima daquela terra, eu vi pedra rolar (bis)
Eu vi pedra rolar, vi caboclo balançar

 

Caboclinha da Jurema, onde é que você vai?
Vou à festa de Odé, no terreiro do meu pai
Na Aruanda, na Aruanda ê, na Aruanda
Na Aruanda ê, caboclinha de pemba, Aruanda
Vai ter doce pras crianças, batuque pros Orixás
Vai ter flor pra Iansã, perfuma pra Iemanjá
Na Aruanda, na Aruanda ê, na Aruanda
Na Aruanda ê, caboclinha de pemba, Aruanda
Fui até a cachoeira visitar mamãe Oxum
E depois firmar meu ponto, cabocla, pro meu pai Ogum
Na Aruanda, na Aruanda ê, na Aruanda
Na Aruanda ê, caboclinha de pemba, Aruanda

 

Um grito na la mata ecoou, foi seu Pena Branca quem chegou (bis)
Com sua flecha, com seu bodoque, Seu Pena Branca vem nos ajudar (bis)

 

A Jurema é muito linda, com seu capacete de penas
Chama a Jurema, chama a Jurema
Chama a Jurema pra salvar filhos de pemba

 

Ele atirou, ele atirou e ninguém viu (bis)
Seu Pena Branca é quem sabe aonde a flecha caiu

 

É bonito a gente ver mata seca florescer
É bonito a gente ver os caboclos trabalhar
Sete reis, sete coroas, sete rainhas do mar

 

Se a coral é sua cinta, a jibóia é sua laça (bis)
Oi quizumba, oi quizumba, oi quizumba ê
Caboclo mora na mata

 

Tupinambá é ganga na macaia
Tupinambá, ê ê, Tupinambá
Tupinambá, guerreiro de Oxóssi
Tupinambá, ê ê, Tupinambá
Tupinambá, vem defender seus filhos
Tupinambá, ê ê, Tupinambá
Só não apanha as folhas da Jurema
Sem ordem suprema do pai Oxalá

 

Urubatão da Guia, Jurema chorou (bis)
Por esse mundo afora, Jurema quem chora, Urubatão chegou (bis)

Boiadeiros

São espíritos de pessoas, que em vida trabalharam com o gado, em fazendas por todo o Brasil, estas entidades trabalham da mesma forma que os Caboclos nas sessões de Umbanda.
Usam de canções antigas, que expressam o trabalho com o gado e a vida simples das fazendas, nos ensinando a força que o trabalho tem e passando, como ensinamento, que o principal elemento da sua magia é a força de vontade, fazendo assim que consigamos uma vida melhor e farta.
Nos seus trabalhos usam de velas, pontos riscados e rezas fortes para todos os fins.
O Caboclo Boiadeiro traz o seu sangue quente do sertão, e o cheiro de carne queimada pelo sol das grandes caminhadas sempre tocando seu berrante para guiar o seu gado. Normalmente, eles fazem duas festas por ano, uma no inicio e outra no meio do ano. Eles são logo reconhecidos pela forma diferente de dançar, tem uma coreografia intricada de passos rápidos e ágeis, que mais parece um dançarino mímico, lidando bravamente com os bois.

Seu dia é quinta feira, gosta de bebida forte como por exemplo cachaça com mel de abelha, que eles chamam de meladinha, mas também bebem vinho. Fumam cigarro, cigarro de palha e charutos. Seu prato preferido é carne de boi com feijão tropeiro, feito com feijão de corda ou feijão cavalo. Boiadeiro também gosta muito de abóbora com farofa de torresmo. Em oferendas é sempre bom colocar um pedaço de fumo de rolo e cigarro de palha.
No Terreiro os Boiadeiros vêm “descendo em seus aparelhos” como estivessem laçando seu gado, dançando, bradando, enfim, criando seu ambiente de trabalho e vibração.
Com seus chicotes e laços vão quebrando as energias negativas e descarregando os médiuns, o terreiro e as pessoas da assistência.Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo as portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, assim como os Exus.
Quando o médium é mulher, freqüentemente, a entidade pede para que seja colocado um pano de cor, bem apertado, cobrindo o formato os seios. Estes panos acabam, por vezes, como um identificador da entidade, e até da sua linha mais forte de atuação, pela sua cor ou composição de cores.
Alguns usam chapéus de boiadeiro, laços, jalecos de couro, calças de bombachas, e tem alguns, que até tocam berrantes em seus trabalhos.
Nomes de alguns boiadeiros: Boiadeiro da Jurema, Boiadeiro do Lajedo, Boiadeiro do Rio, Carreiro, Boiadeiro do Ingá, Boiadeiro Navizala, Boiadeiro de Imbaúba, João Boiadeiro, Boiadeiro Chapéu de Couro, Boiadeiro Juremá, Zé Mineiro, Boiadeiro do Chapadão, etc …
Sua saudação: “Getruá Boiadeiro”, “Xetro Marrumbaxêtro”
Os Boiadeiros são entidades que representam a natureza desbravadora, romântica, simples e persistente do homem do sertão, “o caboclo sertanejo”. São os Vaqueiros, Boiadeiros, Laçadores, Peões, Tocadores de Viola. O mestiço Brasileiro, filho de branco com índio, índio com negro e assim vai.
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.
Ao amanhecer o dia, o Boiadeiro arrumava seu cavalo e levava seu gado para o pasto, somente voltava com o cair da tarde, trazendo o gado de volta para o curral. Nas caminhadas tocava seu berrante e sua viola cantando sempre uma modinha para sua amada, que ficava na janela do sobrado, pois os grandes donos das fazendas não permitiam a mistura de empregados com a patroa.
É tal e qual se poderia presenciar do homem rude do campo. Durante o dia debaixo do calor intenso do sol ele segue, tocando a boiada, marcando seu gados e território. À noite ao voltar para casa, o churrasco com os amigos e a família, um bom papo, ponteado por um gole de aguardente e um bom palheiro, e nas festas muita alegria, nas danças e comemorações.
Sofreram preconceitos, como os “sem raça”, sem definição de sua origem. Ganhando a terra do sertão com seu trabalho e luta, mas respeitando a natureza e aprendendo, um pouco com o índio: suas ervas, plantas e curas; e um pouco do negro: seus Orixás, mirongas e feitiços; e um pouco do branco: sua religião (posteriormente misturada com a do índio e a do negro) e sua língua, entre outras coisas.
Dá mesma maneira que os Pretos-Velhos representam a humildade, os Boiadeiros representam a força de vontade, a liberdade e a determinação que existe no homem do campo e a sua necessidade de conviver com a natureza e os animais, sempre de maneira simples, mas com uma força e fé muito grande.
O caboclo boiadeiro está ligado com a imagem do peão boiadeiro – habilidoso, valente e de muita força física. Vem sempre gritando e agitando os braços como se possuísse na mão, um laço para laçar um novilho. Sua dança simboliza o peão sobre o cavalo a andar nas pastagens.
Enquanto os “caboclos índios” são quase sempre sisudos e de poucas palavras, é possível encontrar alguns boiadeiros sorridentes e conversadores.
Os Boiadeiros vêm dentro da linha de Oxossi. Mas também são regidos por Iansã, tendo recebido da mesma a autoridade de conduzir os eguns da mesma forma que conduziam sua boiada quando encarnados. Levam cada boi (espírito) para seu destino, e trazem os bois que se desgarram (obsessores, quiumbas, etc.) de volta ao caminho do resto da boiada (o caminho do bem).

SOBRE NOSSOS CABOCLOS BOIADEIROS

Os Caboclos são entidades fortes, viris. Alguns têm algumas dificuldades de se expressar em nossa língua, sendo normalmente auxiliados pelos cambonos. São sérios, mas gostam de festas e fartura. Gostam de música, cantam toadas que falam em seus bois e suas andanças por essas terras de meu Deus. Os Boiadeiros também são conhecidos como “Encantados”,pois segundo algumas lendas, eles não teriam morrido para se espiritualizarem, mas sim se encantados e transformados em entidades especiais.
Os Boiadeiros também apresentam bastante diversidade de manifestações. Boiadeiro menino, Boiadeiro da Campina, Boiadeiro Bugre e muitos outros tipos de Boiadeiros, sendo que alguns até trabalham muito próximos aos Exus.
Suas cantigas normalmente são muito alegres, tocadas num ritmo gostoso e vibrante. São grandes trabalhadores, e defendem a todos das influências negativas com muita garra e força espiritual. Possuem enorme poder espiritual e grande autoridade sobre os espíritos menos evoluídos, sendo tais espíritos subjugados por eles com muita facilidade.
Sabem que a prática da caridade os levará a evolução, trabalham incorporados na Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Fazem parte da linha de caboclos, mais na verdade são bem diferentes em suas funções. Formam uma linha mais recente de espíritos, pois já viveram mais com a modernidade do que os caboclos, que foram povos primitivos.  Esses espíritos já conviveram em sua ultima encarnação com a invenção da roda, do ferro, das armas de fogo e com  a prática da magia na terra.
Saber que boiadeiros conheceram e utilizaram essas invenções nos ajuda muito para diferenciarmos dos caboclos. São rudes nas suas incorporações, com gestos velozes e pouco harmoniosos. Sua maior finalidade não é a consulta como os Pretos-velhos, nem os passes e muito menos as receitas de remédios como os caboclos, e sim o “dispersar de energia” aderida a corpos, paredes e objetos. É de extrema importância essa função pois enquanto os outros guias podem se preocupar com o teor das consultas e dos passes, existe essa linha “sempre” atenta a qualquer alteração de energia local (entrada de espíritos).
Quando bradam alto e rápido, com tom de ordem, estão na verdade ordenando a espíritos que entraram no local a se retirar, assim “limpam” o ambiente para que a prática da caridade continue sem alterações. Esses espíritos atendem aos boiadeiros pela demonstração de coragem que os mesmos lhes passam e são levados por eles para locais próprios de doutrina.
Em grande parte, o trabalho dos Boiadeiros ”e no descarrego e no preparo dos médiuns. Os fortalecendo dentro da mediunidade, abrindo a portas para a entrada dos outros guias e tornando-se grandes protetores, como os Exus.
Outra grande função de um boiadeiro é manter a disciplina das pessoas dentro de um terreiro, sejam elas médiuns da casa ou consulentes. Costumam proteger demais seus médiuns nas situações perigosas.  São verdadeiros conselheiros e castigam quem prejudica um médium que ele goste.  “Gostar” para um boiadeiro, é ver no seu médium coragem, lealdade e honestidade, aí sim é considerado por ele “filho”.  Pois ser filho de boiadeiro não é só tê-lo na coroa.
Trabalham também para Orixás, mais mesmo assim, não mudam sua finalidade de trabalho e são muito parecidos na sua forma de incorporar e falar, ou seja, um boiadeiro que trabalhe para Ogum é praticamente igual a um que trabalhe para Xangô, apenas cumprem ordens de Orixás diferentes, não absorvendo no entanto as características deles.
Dentro dessa linha a diversidade encontra-se na idade dos boiadeiros.  Existem boiadeiros mais velhos, outros mais novos, e costumam dizer que pertencem a locais diferentes, como regiões, por exemplo:  Nordeste, Sul, Centro-Oeste, etc…
Os Boiadeiros representam a própria essência da miscigenação do povo brasileiro: nossos costumes, crendices, superstições e fé.