Oração a Mãe Egunitá

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Salve Senhora do Fogo Divino! Salve, salve, Querida Mãe!

Nós vos saudamos, Senhora Kaliê-yê e vos pedimos que nos irradie e nos envolva com vossos fluidos energéticos ígneos , equilibrando-nos e harmonizando-nos em todos sentidos. Trago-nos força e luz em nossos caminhos para que nela vivamos e a usemos em benefício de nossos semelhantes, com Justiça e Amor. Purifique-nos. Ó Mãe Divina, com vosso fogo divino, expandindo nosso campo de ação e estimulando em nós o aquecimento em nossos corações, para que vibremos sentimentos nobres, para que nos tornemos luzes calorosas, ajuizadas e sensatas do nosso Divino Criador. Estimule em nós, o aquecimento de nossos corações, para que vibremos sentimentos justos, sábios e equilibrados, livrando-nos das trevas, para que sirvamos à Luz e à Lei Divina.

Purifique em vosso fogo sagrado os nossos excessos emocionais beneficiando-nos conforme as nossas necessidades. Anule em nós, Mãe Egunitá, os sentimentos negativos, os vícios, as falhas, os erros e a paixões abrasadoras e não deixe que eles desequilibrem nossas vidas. Dê-nos Mãe ígnea o vosso amparo, para que possamos ter o entendimento da Lei do Equilíbrio Divino. Mãe da Justiça e da Razão, ajude-nos em nossa caminhada, com o vosso fogo sagrado, para que tenhamos equilíbrio em nossas almas, harmonia e juízo em nossos sentimentos e atitudes. Pedimos Querida Mãe, que nos torne irradiantes da Justiça do vosso Amor e da vossa Misericórdia.
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A filha de Olorum


E sua majestosa voz ecoou pelo alto, pelo embaixo, pela esquerda e a direita, pelo a frente e o atrás, pelo envolta. Por determinação do pai – mãe de Todos, uma nova religião nasceria sob solo brasileiro. Era sua filha mais nova, a Umbanda.

E um verdadeiro rebuliço começou no Orum, pois logo o mais respeitado dos Orixás se ergueu de seu Trono e disse que ele seria o responsável e sustentador maior da religião. Oxalá abençoava o nascer da mais nova filha de Olorum, e a assumia dos Seus Divinos Braços. Nela a espiritualidade e a fé estariam presentes, como aceleradora da evolução de todos. Não existiriam dogmas, e apenas um grande fundamento: Amor e Caridade.

E logo começaram a chegar os Orixás, todos também abençoando e apadrinhando a nova filha de Olorum. Ogum e Iansã, os mais emocionados de todos, diziam que protegeriam a nova religião com as armas da Lei.

E então a voz trovão de Xangô ecoou, pelos quatro cantos do Orum, dizendo que ele seria a Justiça a favor de todos. Sua palavra seria Lei, e os filhos de Umbanda nada temeriam, pois todos são filhos de Rei, o Rei Xangô.
Também apresentou a todos sua mais nova esposa, Egunitá a quente irmã mais nova de Iansã. Ela que era “fogo puro” encantou a todos, e disse que protegeria a Umbanda.
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Linha de Ação e Trabalho dos Ciganos


A corrente astral de Umbanda é aberta a todos os espíritos que queiram praticar a caridade, independentemente de suas origens terrenas e de suas encarnações. Houve época em que dirigentes umbandistas não aceitavam ciganos em seus trabalhos, mas a Umbanda acolhe em suas linhas de trabalho todos os filhos de Deus que queiram praticar a caridade.

Tamanha foi a simpatia do povo umbandista pelas entidades ciganas e grande foi a seriedade do seu trabalho, orientando com sabedoria, ensinando a beleza da criação e a alegria de viver, que foi criada uma “Linha” de ação específica para eles, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos.

Filhos do Vento – O Arquétipo da Liberdade

Uma característica marcante do povo cigano é a liberdade, em relação às nacionalidades, aos padrões sociais e aos preconceitos que escravizam. Os ciganos são poeticamente denominados “Filhos do Vento”, por sua liberdade, fluida mobilidade e errância, sempre ao sabor do vento, percorrendo os quatro cantos do mundo em sua mágica trajetória. Profundos conhecedores dos caminhos, em sua saga milenar vêm recolhendo conhecimentos iniciáticos de todas as culturas e tradições.
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