O encantamento das ervas

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As ervas possuem poderes que agem em nosso corpo físico, mental e espiritual. Então, vamos conhecer algumas destas funções!

Alecrim – planeta Sol, elemento Fogo – lavar as mãos com chá de alecrim é uma verdadeira purificação.

Açafrão – planeta Sol, elemento Fogo – esfregar as mãos diariamente ao meio-dia com açafrão, certamente, o dinheiro virá.

Alho – planeta Marte, elemento Fogo – tenha uma cabeça de alho exposta em sua cozinha, isso o protegerá do mal.

Angélica – planeta Sol, elemento Fogo – tenha uma raiz de Angélica na bolsa, com certeza, seu amor virá rapidinho.
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Altar ou Congá


Mais importante que ensinar a fazer um altar é explicarmos o fundamento que possui o altar e como ele funciona. Materialmente, quando olhamos um altar, vemos uma única “mesa” reta, ou em degraus, com vários elementos como velas acesas, pedras, ervas, estatuas, ferramentas de trabalhos ritualísticos, religiosos e magísticos.
O objetivo de se ter um altar em casa, ou num templo religioso, é que ele se torna um ponto de força poderoso para o local, funcionando como um portal, irradiador de energias positivas e facilitando o contato com esferas espirituais e dimensões paralelas a nossa, o que já é fundamento.
Velas: podemos dizer que as velas dão vida ao altar, assim como nosso Criador nos deu uma centelha divina que carregamos em nosso ser imortal. A vela tem o objetivo de captar as irradiações positivas que chegam de forma vertical (do alto) e as coloca na horizontal, assim nos deixando de frente com o Criador e as divindades que nos assistem.
As velas colocadas (firmadas) com amor e fé estabelecem um elo de ligação maior e abrem o acesso à dimensão divina habitada por entidades, assim como a vela do “anjo de guarda” fortalece a influência benéfica que o mesmo exerce sobre nós.

Estátuas: ajudam a elevar as vibrações mentais, pois ao olhar para elas começamos a nos lembrar da doutrina salutar e os ensinamentos associados, aumentando a conexão da pessoa com tudo o que a estátua representa, principalmente qualidades divinas do Criador.

Pedras: são condensadoras de energia e possuem vibrações únicas, podendo trazer a força da natureza e dos sítios aos quais foram retiradas para dentro do ambiente e têm ligação com encantados da natureza que trabalham para a harmonização das vibrações do planeta. Diferentes pedras trazem energias diversas, por isso devemos estudá-las para conhecê-las.

Água: é o principio da vida e da geração é o melhor veiculo para o trato interno de nosso corpo. Podemos pedir às divindades que nos assistem para fluidificarem a água durante um ritual feito com fé e amor, onde ela passa a absorver essências etéricas que muito nos ajudarão em todos os sentidos.

Toalha: serve para manter a pureza onde tudo se encontra. No geral, se utilizam toalhas brancas, por ser esta cor irradiadora de todas as outras. Se vamos direcionar todo um trabalho para uma divindade especifica, podemos adotar a cor para a toalha do altar também.

Flores e as Ervas: trazem as essências balsâmicas e curadoras, que agem tornando o ambiente muito mais “leve” e benéfico e fazem a ligação com o “espirito coletivo” ao qual fazem parte. Se bem tratadas, aumentam nosso beneficio em sua convivência.

Os utensílios religiosos e magísticos, como colares de contas, espadas, cálices, podem ser consagradas e ter no altar um local seguro para sua purificação, a partir de onde recebem uma força e sentido único.

Para concluir, podemos dizer que encontramos na natureza os mais potentes altares, que são os pontos de força da natureza os mais potentes altares, que são os pontos de força da natureza, altares naturais, consagrados às energias e forças do Criador que se encontram ali em maior quantidade, revelando a presença das divindades afins. São eles:
* O mar – um altar à vida e a Geração;
* Os Rios e cachoeiras – um altar ao amor, renovação e prosperidade;
* Montanhas e pedreiras – altar à justiça de Deus;
* Lagos – altar à tranquilidade e paciência da Mãe Anciã;
* Matas – altar à cura, busca ao conhecimento;
E todos, inclusive os campos abertos, são altares à fé.

Ervas usadas para banhos de Orixás

Xangô: Levante ou elevante, quebra pedra, fortuna, erva lírio, pata de vaca, para raio, gervão roxo, manjericão branco, erva de santa maria, malva branca, sucupira, limoeiro, café,  alecrim do mato, entre outras.

Ogum: Espada de São Jorge,  peregum folhar verdes e amarelas, São Gonçalinho, Aroeira, Vence demanda, Comigo ninguém pode, folha de Romã, Jurubeba, folha de Manga Espada, Pinheiro, folha de goiaba,  folha de Abacate, canela, entre outras.

Iemanjá: Manjericão, Colonia, Saião, Levante, Jasmim, Malva rosa, Lagrimas de Nossa Senhora, pata de vaca, parreira, camomila, poejo, trevo, violeta, boldo, alga marinha, gerânio, entre outras.

Oxossi: Alecrim do campo, peregun verde, folha de mangueira, chapéu de couro, abre caminho, vence demanda, jureminha, erva doce, folha de pitanga, folha de romã, sabugueiro, malva rosa, levante, capim limão, violeta, entre outras.

Nanã: Erva quaresma, manjericão, agoniada, folha de mostarda, agrião, bertalha, espinafre, Hortência, cedrinho, erva cidreira, camomila, berinjela,  erva mate, avenca, folha de jaca, folhas de quaresmeira, cavalinha,  entre outras.

Oxum: Jasmim, erva cidreira, colonia, agoniada, camomila, erva doce, lírio amarelo, folha de mamão, vitoria regia, boldo, gengibre, coentro, agrião, entre outras.

Iansã: Para raio, dormideira, erva de santa barbara, cana do brejo, erva pata, gervão roxo, violeta, losna, arruda, alfazema, alfazema de caboclo, orquídea, mal me quer, entre outras.

Oxalá: alecrim do campo, colonia, espirradeira, folha da fortuna, girassol, guaco, hortelã, poejo, rosa branca, sálvia, cravo da índia,  arruda, arnica, entre outras.

Ibeji: alfazema, amoreira, abre caminho, erva doce, camomila, erva cidreira, hortelã, entre outras.

Obaluaê: assa peixe, levante, manjericão roxo,  babosa, mamona branca, erva de passarinho, entre outras.

Ervas quentes, mornas e frias

As ervas estão presentes em todas as religiões, dentro de todos os rituais religiosos, desde sempre. E a Umbanda é a religião da natureza. Da natureza elemental e da natureza humana.
As ervas são organismos vivos. Há uma vida espiritual contida em cada erva. Isso é chamado de Imanescência Divina, o espírito vivo de Deus que anima tudo. Dos elementos da natureza o mais parecido com o da natureza humana é o vegetal, pois ele nasce, cresce, se reproduz e morre. Esse espírito vivo possui características energéticas definidas pela vibração passada aos organismos à sua volta. Essa vibração magnética é polarizada, ou seja, pode ser positiva ou negativa. Então, uma erva é atribuída a um orixá por analogia vibratória. Energia que está presente na vibração do orixá com a energia que está presente na vibração da erva.
Para o uso correto de uma erva é necessário saber: o nome da erva e o verbo atuante. Verbo é o poder realizador divino, é o poder de transformação, consequentemente é magia. O que movimenta ou ativa o poder realizador é o propósito, a intenção.
Uma mesma erva pode proporcionar mais de um poder realizador. Como exemplo a hortelã que é antigripal, vermífugo, estimulante, refrescante, etc.
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O efeito da lua sobre as ervas

 

Os vegetais são diretamente influenciados pela natureza. A lua e o sol são os astros que muito influenciam a absorção do Prana (energia vital) e devemos conhecer estas influências.
Dentre as quatro fases lunares, que tem duração de sete dias cada, temos duas fases que chamamos de quinzena positiva, propícia para a colheita de ervas para rituais diversos na Umbanda (banhos, defumações, etc.) e nas outras duas temos a quinzena negativa, pois a concentração de éter, nas folhas, frutos e flores, é muito baixa.
Os vegetais são de maneira geral, condensadores das energias solares e cósmicas. Há ervas que recebem influxos mais diretos de certos planetas ou luminares, sendo, portanto, ervas particulares desses planetas Os corpos celestes são a concretização de certas Linhas de Forças de um determinado Orixá, assim, por extensão, temos ervas de determinado Orixá.

Lua Nova:
Esta fase lunar caracteriza-se pela “ausência” da lua.
É a primeira fase da quinzena positiva, pois o éter vital concentra-se na parte superior do vegetal, isto é, nas folhas, frutos, flores e caules superiores. Assim, é uma das fases propícias para a colheita de elementos vegetais.

Lua Crescente:
É a fase complementar, ou segunda fase da quinzena positiva. O éter vital, ou corrente Prânica, ainda está nas folhas, flores e frutos. Está se dirigindo das extremidades das plantas para o seu centro.

Lua Cheia:
É a fase que está na quinzena negativa, não sendo o melhor ciclo para a colheita de ervas, para efeitos ritualísticos, pois o Prana ou éter vital está no caule principal e dirige-se às raízes, para completar o ciclo.

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