Homenagem a Nanã – Mário Telles

Mário Telles interpreta Nanã, composição de sua autoria e Moacir Santos.
Nanã foi interpretada também por Nara Leão e constou da trilha sonora do filme de Cacá Diegues GANGA ZUMBA REI DOS PALMARES.

Esta noite quando eu vi Nanã
Vi a minha deusa ao luar
Toda a noite eu olhei Nanã
A coisa mais linda de se olhar
Que felicidade achar enfim
Esta deusa vinda só prá mim, Nanã
E agora eu só sei dizer
Toda a minha vida é Nanã, é Nanã…

Nesta noite dos delírios meus
Vi nascer um outro amanhã
Veio o dia com um novo sol
Sol da luz que vem de Nanã
Adorar Nanã é ser feliz
Tenho a paz e o amor e tudo o que eu quis
E agora eu só sei dizer
Toda a minha vida é Nanã, é Nanã…

Saluba Nanã !!! Hoje é seu dia


A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada .

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais.

Nanã forma com Obaluaiyê a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução. E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar. Saibam que os orixás Obá e Omulu são regidos por magnetismos “terra pura”, enquanto Nanã e Obaluaiyê são regidos por magnetismos mistos “terra-água”. Obaluaiyê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna “úmida”.
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Saluba Nanã Buruquê, Saluba !


Dia 26 de julho, amanhã, comemoramos o dia da Orixá Nanã Buruquê e, é claro, não poderíamos deixar passar sem falar um pouquinho dessa Orixá tão importante na nossa Umbanda.

É festejada no dia 26 de julho;
Sua Saudação – Saluba Nanã (dona do pote da Terra);
Sincretismo – Nossa Senhora Sant’ana;
Principais Ervas – assapeixe, alfavaca, erva-cidreira, folha de limão, lágrimas de Nossa Senhora (folhas), vitória-régia;
Suas Flores – crisântemo branco ou roxo, rosa e palma branca;
Cor – violeta ou lilás (sabedoria);
Símbolo – vassoura de palha ou Ibiri (cetro de palha da costa, com talos de dendezeiro e búzios) que ela traz na mão para afastar a morte;
Guia de contas – Cristal lilás ou pedra ametista;
Pedra – Ametista;
Domínio – Lama e pântanos;
Elemento – Água da chuva e terra (lama);
Para Oferendá – la – Velas brancas, roxas e rosas; flores brancas e lilases; champanhe rosé; calda de ameixa ou de figo; melancia, uva, figo, ameixa e melão; mingau de sagu; milho branco e arroz tudo depositado à beira de um lago ou mangue, com muito respeito e amor.

Oferendamos Nanã para solicitar que: Ela decante nossos sentimentos e lembranças negativas, que nos ajude a esquecer as mágoas, o rancor, a dor, etc. A Ela pedimos maturidade e mobilidade para viver em harmonia e com sabedoria.

Saluba Minha mãe!!!

Características dos filhos de Orixás


É legal entendermos que apresentamos características pessoais e influências relacionadas ao nosso Pai ou Mãe Orixá, mas que na maioria das vezes expressamos essas características de forma contrária e negativa, fato que reflete nosso desequilíbrio emocional e espiritual. Um exemplo disso poderia ser uma filha de Iemanjá que não pretende ou não gosta da ideia de ter filhos. Este “não querer” mostra o desequilíbrio desta pessoa pois vai totalmente contra as características esperadas para uma filha que Iemanjá, que é a Orixá que representa a geração e os laços familiares. Reconhecer esse nosso desequilíbrio é o primeiro passo para conquistar uma vida harmoniosa, tanto em nosso dia a dia, como dentro de nossa estrutura religiosa, a Umbanda, que tem os Orixás como Força Sustentadora e Divindades Sagradas.

Características dos Filhos de Oxalá:
Mercê da própria presença soberana do Orixá Maior da Umbanda, os Filhos de Oxalá também marcam naturalmente suas próprias presenças. Destacam-se com facilidade em qualquer ambiente, são cuidadosos e generosos, e, dada sua exigência no sentido de conseguir sempre a perfeição, são também detalhistas ao extremo. Curiosos, procuram saber detalhes, às vezes, chegando mesmo a tornarem-se aborrecidos por isso. Pais excelentes. Mães amorosas. Dedicam-se com um carinho excepcional às crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e de quem não gostam de afastar-se. Relacionam-se com facilidade com filhos de outros Orixás, todavia, têm sempre certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem. São um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade. Impõem sua opinião até os extremos e não raramente por causa dessa característica de desentendem com filhos de Ogum, Inhaçã e Xangô, principalmente. São, também, pessoas de grande capacidade de mando, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades. Por outro lado, são também ensimesmados, tendo alguma dificuldade em expor problemas e/ou desabafar com estranhos e, às vezes, até mesmo com pessoas íntimas. A velhice tende a tornar os Filhos de Oxalá irritados e rabugentos. Por paradoxal que pareça, a vaidade masculina encontra em seu mais alto ponto nos Filhos de Oxalá, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem agradáveis. As Filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se mostrem um pouco dominadoras e ciumentas. Também gostam de apresentar-se bem, embora discretamente.
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