Oni Beijada!!!


As Crianças são a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza. Em sua maioria, foram espíritos que desencarnaram com pouca idade (terrena), por isso trazem características de sua última encarnação, como o trejeito e a fala de criança, o gosto por brinquedos e doces.

Assim como todos os servidores dos Orixás, elas também tem funções bem específicas, e a principal delas é a de mensageiro dos Orixás, sendo extremamente respeitados pelos caboclos e pelos pretos-velhos. É uma falange de espíritos que assumem em forma e modos, a mentalidade infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É conhecida também como linha dos Erês ou de Ibeji. Na representação nos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exu. Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis, são esses vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.
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Linha e Arquétipo das Crianças na Umbanda


Na Sua imensa Sabedoria e Perfeição, Olorum através dos Mestres Iluminados ao idealizarem a Umbanda como caminho ao seu encontro não esqueceu das crianças. Seres infantis que vivem no astral e no físico.
Preocupados com a formação dos pequeninos encarnados, que precisam desde tenra idade ser envolvidos pela consciência de evolução e transcendência da alma é que se formou no astral de Umbanda, uma estrutura complexa de suporte aos encarnados, a linha das crianças ou dos Erês como é comumente conhecida.

Neste “agrupamento” agrega-se duas classes de espíritos. Um é a situação de espíritos que saem do quinto plano da evolução para encarnar pela primeira vez e por algum motivo acaba retornando ao plano espiritual ainda na fase infantil. Como a sua estrutura mental não configurou a fase adulta, pois não a alcançou neste novo estágio, então manter-se-á infantil até que novo reencarne ocorra e possa este espírito vivenciar todas as fases da experiência “vida terrena”. Porém, até que isso ocorra, este espírito vem para uma colônia dar continuidade a outras atividades, podendo muitos interagir com os encarnados através da mediunidade.

Como são infantis e não tiveram o acesso aos “vícios e paixões” terrenos então ainda se mantêm puros energeticamente facilitando o trabalho espiritual típico desta linha que é a cura e a limpeza psíquica, este último é uma habilidade “exclusiva” desta linha. São habilidosos ao tratar da estrutura forma pensamento negativa. Para concluir este primeiro ponto, deixo reforçado que estes são espíritos humanos que desencarnaram crianças na sua primeira encarnação.

Uma outra presença mais massiva é a dos Encantados, ou seja, espíritos da quinta dimensão que não encarnaram e não são da natureza humana e sim encantados. Estes seres é que compõem o maior número de entidades que se manifestam nos terreiros como crianças e são mesmo, pois são espíritos infantis do reino encantado, que se preparam exaustivamente para interagirem com os encarnados. No entanto, muitas situações da realidade humana estes seres não compreendem e não participam e tampouco entendem sentimentos viciosos dos humanos. Estes interagem com os encarnados, pois focam primeiramente as crianças encarnadas, por uma questão de afinidade natural e depois é que vão se preocupar com os adultos.
Sua energia é puríssima, pois na realidade em que vivem não existe estes infinitos cruzamentos energéticos como na dimensão humana.

Os encantados se dividem entre os quatro elementos primários que é: terra, ar, fogo e água. É perceptível isso quando incorporados, pois percebemos nos infantis da terra uma postura mais sisuda, nos do fogo uns verdadeiros espoletas, nos do ar bastante brincalhões e os da água são chorões e de certa forma manhosos.

Logo, o arquétipo desta linha de trabalho é a criança, oferecendo desta forma um campo fértil para o desenvolvimento da fé nas crianças terrenas, pois quando crescerem e saírem da faixa infantil esta linha já não lhe atrairá tanto, no entanto a semente da espiritualidade estará lá plantada e germinando uma frondosa árvore no caminho da evolução espiritual.

Não esqueça, Umbandista: a religião oferece uma estrutura perfeita de crescimento, explore melhor a linha das crianças e garanta o futuro iluminado da Umbanda.

Salve as Crianças!

Saravá!

Nota do Médium: Salve Pai Zuluá que neste objetivo discurso nos apresenta com clareza a realidade sobre esta linha. Há quem pregue que as crianças na Umbanda seriam espíritos adultos que tomam a forma infantil para interagir demonstrando a inocência e a alegria de viver. E percebemos agora que isso é um contra senso, oras, como podemos manifestar a inocência sem tê-la verdadeiramente em nós? Então o que vale é o fingimento? O fazer de conta que é? Qual propósito final? Pois é, perguntas e mais perguntas. E este texto apresenta que na Criação não tem faz de conta e no plano espiritual não existe falsetas, ou é ou não é. Assim, viva as crianças! Cuidemos de nossas crianças e vamos garantir não só o futuro da religião bem como da humanidade.

Salve Zezinho!

Por Rodrigo Queiroz
Ditado por Pai Zuluá de Aruanda

Salve a Ibejada!!!


As Forças Superiores que se manifestam na Linha das Crianças, Linha de Yori ou Linha de Ibêji costumam ter nomes típicos de crianças brasileiras, como Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Vítor, Cosminho, como também recebem nomes ligados ao Orixá regente do médium como, por exemplo, Pipocão e Formigão, para os filhos de Obaluaiê; Pingo Verde e Folhinha Verde, para os de Oxóssi; Rosinha, para os de Oxum; Conchinha Dourada para um de Iemanjá. Estas crianças possuem as características do elemento em que atuam. Se trabalham sobre a influência do ar, são alegres e expansivas; sendo da linha do elemento fogo, são irritáveis facilmente; sendo da terra, são caladas. Sendo da linha de Yemanjá ou Oxum, são carinhosas e melodiosas no falar.

Essa Linha de trabalho que se manifesta alegremente dentro de nossa Umbanda distribuindo sorrisos, balas e esperança é uma das poucas Linhas que consegue dominar a Magia na sua essência natural e muitas vezes de forma extremamente imperceptível. Isso fica claro quando observamos que as formas, um tanto quanto peculiares, de suas incorporações nada mais são que ações mágicas capazes de exercer funções específicas no médium, no Terreiro e em toda a assistência. As incorporações de forma alegre, dançante, os pulos, os cantos e até os choros, são ações de descargas energéticas, de equilíbrio emocional, de cura etérica, além, é claro, de estimular a alegria interna das pessoas, assim como o espírito infantil de cada um. Aliás, o espírito infantil, já que não é mantido, deveria ser a verdadeira busca das pessoas, assim todos poderiam encontrar a tão desejada alegria de viver. Basta observarmos que uma criança não mente, não tem maldade acredita nas pessoas, não carrega mágoa, acorda sempre feliz e brinca com tudo, sem dúvida, isso é viver em felicidade e harmonia plena.
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