Saluba Nanã


Dia 26 de julho comemoramos o dia da Orixá Nanã Buruquê e não poderíamos deixar passar sem falar dessa Orixá tão importante na nossa Umbanda!
Nanã Buruquê é o princípio, o meio e o fim; o nascimento, a vida e a morte. É a própria evolução do Ser. Deusa dos rios, lagos e pântanos; a Mãe das águas e das Iabás (Orixás femininos), pois é a mais velha das mães. É a senhora de muitos búzios, que simbolizam a morte por estarem vazios e a fecundidade porque lembram os órgãos genitais femininos. Nanã sintetiza em si a vida e a morte, a fecundidade e a riqueza. Seu nome designa pessoas idosas e respeitáveis e, para o povo Jeje da região do antigo Daomé, Nanã significa mãe, a grande Mãe da Sabedoria.
Nanã Buruquê é representada como a grande avó de energia amorosa e feminina, é a Ela que clamamos quando precisamos nos auto-perdoar e nos libertar do passado. Ela representa o colo que aconchega, acolhendo amorosamente nossas dores para nos ajudar a transformá-las com sabedoria. A Orixá Nanã Buruquê rege sobre a maturidade, portanto está sempre associada à maternidade (a vida).
Nanã está na Linha da Evolução, um raio essencial para o crescimento dos seres. A Irradiação Divina da Evolução tem em seu polo magnético positivo e masculino o Orixá Obaluaiyê e no polo magnético negativo, feminino e absorvedor está a Orixá Nanã Buruquê. Sendo assim é Ela quem cuida da passagem no estágio evolutivo do ser, adormecendo os espíritos e decantando as suas lembranças com o passado, deixando-os, assim, prontos para reencarnarem. Obaluaiyê então, é quem estabelece o cordão energético que une o espírito ao corpo (feto), que será recebido no útero materno, assim que ele alcançar o desenvolvimento celular básico (órgãos físicos). Portanto, o campo preferencial de atuação de Nanã é o racional, decantando o emocional dos seres e preparando-os para uma nova “vida”. É Ela quem faz esquecer, é Ela quem deixa morrer para renascer.
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