Uso da pipoca na Umbanda

pipocas

Pipoca na Umbanda, porque ela é usada nos trabalhos?

A transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação por que devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho de pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer.

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.

Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder o emprego, ficar pobre. Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão, sofrimentos cujas causas ignoramos.

Há sempre o recurso do remédio. Apagar o fogo. Sem fogo, o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pensa que a sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada.

A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente que ela mesma nunca havia sonhado.Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.

A sua presunção e o medo são a dura casca que não estoura. O destino delas é triste. Ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca e macia. Não vão dar alegria para ninguém.

Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
E você, o que é?
Uma pipoca estourada ou um piruá?

E que venha agosto…

obaluae

Eis que chega agosto!

Eis que chega o mês de Obaluaê e seus Olubajes!

Eis que chega o mês de pleno silêncio e respeito ao Rei da Terra!

Eis que chega o mês em que muitos irão partir sem volta!

Eis que se beira uma justiça diferenciada!

É o mês Dele!

Daquele que não admite traição, intriga, afofo, quizilas, mentiras e gritarias!

Chega-se o momento da reflexão e da sabedoria!

Prepara-se o banquete do Rei será servido!

Nem todos sabem preparar este banquete…

Nem todos são merecedores…

Quem não sabe quem é OBALUAÊ não se atreva a desfiá-lo!

Se você tem uma moléstia, doença ou coisa parecida a tua hora é esta!

Peça a OBALUAÊ com a tua FÉ que seu pedido será abençoado!

Silêncio absoluto o Rei esta chegando…

No barulho da sua vestimenta é feita de ìko (palha da costa) é que vou dançar e celebrar…

Opanije, opanije (dança sagrada de Obaluaê)…

É com seu deboru (pipocas) que o meu ser irá se acalmar e curar-se…

É com o seu Sàsàrà que as energias negativas, as doenças, impurezas e males sobrenaturais se afastaram…

O céu e a terra se encontram no bailar de sua Majestade…

Sua beleza e luz me desperta…

E neste encontro cá estamos nós a te admirar e louvar!

Autor: Iyá Ekedji Ogunlade

A filha de Olorum


E sua majestosa voz ecoou pelo alto, pelo embaixo, pela esquerda e a direita, pelo a frente e o atrás, pelo envolta. Por determinação do pai – mãe de Todos, uma nova religião nasceria sob solo brasileiro. Era sua filha mais nova, a Umbanda.

E um verdadeiro rebuliço começou no Orum, pois logo o mais respeitado dos Orixás se ergueu de seu Trono e disse que ele seria o responsável e sustentador maior da religião. Oxalá abençoava o nascer da mais nova filha de Olorum, e a assumia dos Seus Divinos Braços. Nela a espiritualidade e a fé estariam presentes, como aceleradora da evolução de todos. Não existiriam dogmas, e apenas um grande fundamento: Amor e Caridade.

E logo começaram a chegar os Orixás, todos também abençoando e apadrinhando a nova filha de Olorum. Ogum e Iansã, os mais emocionados de todos, diziam que protegeriam a nova religião com as armas da Lei.

E então a voz trovão de Xangô ecoou, pelos quatro cantos do Orum, dizendo que ele seria a Justiça a favor de todos. Sua palavra seria Lei, e os filhos de Umbanda nada temeriam, pois todos são filhos de Rei, o Rei Xangô.
Também apresentou a todos sua mais nova esposa, Egunitá a quente irmã mais nova de Iansã. Ela que era “fogo puro” encantou a todos, e disse que protegeria a Umbanda.
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Dias da Semana e Saudações aos Orixás

DIAS DOS ORIXÁS
*SEGUNDA – FEIRA: Exu, Pomba Gira, Obaluaie, Omulu, Pretos Velhos (Iorumá) e almas aflitas

*TERÇA – FEIRA: Ogum, Boiadeiros e Baianos

*QUARTA – FEIRA: Xangô e Iansã

*QUINTA – FEIRA: Oxossi, Caboclos e Caboclas

*SEXTA – FEIRA: Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente

*SÁBADO: Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros

*DOMINGO: Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas

SAUDAÇÕES
Saravá Oxalá: Oxalá Meu Pai
Saravá Ogum: Ogum Iê Meu Pai
Saravá Xangô: Caô Cabecilê
Saravá Obaluaie: Atotô Obaluaiê
Saravá Oxossi: Okê Caboclo
Saravá Iemanjá: Odoceyá
Saravá Oxum: Aêê Mamãe Oxum
Saravá Iansã: Epa hey Iansã
Saravá Nanã Buruke: Saluba Nanã
Saravá Cabloco: Okê Cabloco
Saravá aos Pretos Velhos: Adorei as Almas
Saravá as Crianças: Ibeijada
Saravá Exu: Laroie Exú
Saravá Pomba Gira: Laroie Pomba Gira

Alexandre Cumino