Orixá PombaGira

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É claro que uma mu­­lher altiva, senhora de si, segura, compe­tentís­si­ma no seu campo de atuação, seja ele profissional, político, intelectual, artístico ou religioso, impressiona positivante alguns e assusta outros.

Agora, se esse imenso potencial também aflorar nos aspectos íntimos dos relacionamentos homem-mulher, bem, aí elas fogem do controle e assustam a maioria como começam a ser estereotipadas como levianas, ninfomaníacas, etc., não é mesmo?

Liberdade com cabresto ainda é aceitável em uma sociedade patriarcal e machista.

Mas, sem um cabresto segurado por mãos masculinas, tudo foge do controle e a sociedade desmorona porque não foi instituída a partir da igualdade, e sim, da desigualdade.

Uma mulher submissa, só acostumada e condicionada a sempre dizer “amem”, todos aceitam como amiga, como vizinha, como colega de trabalho, como namorada, como esposa, como irmã, etc., mas uma mulher questionadora, insubmissa, mandona, contestadora, independente, perso­nalista, etc., nem pensar não é mesmo?

– Pois é!
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