OXALÁ

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Orixá masculino, de origem Ioruba (nagô) bastante cultuado no Brasil, onde costuma ser considerado a divindade mais importante do panteão africano. Na África é cultuado com o nome de Obatalá. Quando porém os negros vieram para cá, como mão-de-obra escrava na agricultura, trouxeram consigo, além do nome do Orixá, uma outra forma de a ele se referirem, Orixalá, que significa, orixá dos orixás. Numa versão contraída, o nome que se acabou popularizando, é OXALÁ.

Esta relação de importância advém de a organização de divindades africanas ser uma maneira simbólica de se codificar as regras do comportamento. Nos preceitos, estão todas as matrizes básicas da organização familiar e tribal, das atitudes possíveis, dos diversos caminhos para uma mesma questão. Para um mesmo problema, orixás diferentes propõem respostas diferentes – e raramente há um acordo social no sentido de estabelecer uma das saídas como correta e a outra não. A jurisprudência africana nesse sentido prefere conviver com os opostos, estabelecendo, no máximo, que, perante um impasse, Ogum faz isso, Iansã faz aquilo, por exemplo.

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Características dos filhos dos Orixás

Filhos de Oxalá: 

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Mercê da própria presença soberana do Orixá Maior da Umbanda, os Filhos de Oxalá também marcam naturalmente suas próprias presenças. Destacam-se com facilidade em qualquer ambiente, são cuidadosos e generosos, e, dada sua exigência no sentido de conseguir sempre a perfeição, são também detalhistas ao extremo. Curiosos, procuram saber detalhes, às vezes, chegando mesmo a tornarem-se aborrecidos por isso. Pais excelentes. Mães amorosas. Dedicam-se com um carinho excepcional às crianças, com quem se relacionam muito naturalmente e de quem não gostam de afastar-se. Relacionam-se com facilidade com filhos de outros Orixás, todavia, têm sempre certa prevenção em relação às pessoas a quem não conhecem muito bem. São um tanto inconstantes e se amuam ou se zangam com grande facilidade. Impõem sua opinião até os extremos e não raramente por causa dessa característica se desentendem com filhos de Ogum, Inhaçã e Xangô, principalmente. São, também, pessoas de grande capacidade de mando, tornando-se, não raras vezes, líderes em suas comunidades. Por outro lado, são também ensimesmados, tendo alguma dificuldade em expor problemas e/ou desabafar com estranhos e, às vezes, até mesmo com pessoas íntimas. A velhice tende a tornar os Filhos de Oxalá irritados e rabugentos. Por paradoxal que pareça, a vaidade masculina encontra em seu mais alto ponto nos Filhos de Oxalá, sempre preocupados em ostentar boa aparência e em serem agradáveis. As Filhas de Oxalá são boas mães e esposas, embora, às vezes, se mostrem um pouco dominadoras e ciumentas. Também gostam de apresentar-se bem, embora discretamente.

 

Filhos de Iemanjá:

Obra de Arte de Thays Renk

Iemanjá e Oxum se confundem com o Espírito Criador e muitas de suas características também se confundem. Representam a própria instituição da família, seus laços, suas dependências. O Filho de Iemanjá é empreendedor, ativo, um pouco sovina. Sonha com grandes progressos, embora, às vezes, de forma ingênua, não tenha idéia de proporção, exagerado em suas aspirações. Raramente toma atitudes agressivas, excetuando-se, naturalmente, no plano familiar. De temperamento dócil, sereno, pode também agitar-se por qualquer motivo. Dificilmente consegue esquecer uma ofensa recebida e custa muito a depositar novamente confiança em quem haja lhe ferido ou magoado. A mulher que é Filha de Iemanjá tem no marido e filhos seu principal objetivo. Costuma ser muito exigente com os filhos, mas perdoa todas as suas faltas, não raramente, escondendo-as, para que as crianças não sejam punidas por mestres ou pais. Como uma fera, briga com quem quer que se interponha entre os filhos e o lar. Também costuma ser desconfiada e não raro inferniza a vida do companheiro com ciúmes doentios. Se necessário, ombreia-se com o marido para fazer frente às dificuldades da vida, dando tudo de si. Nunca deixa de fazer o que lhe pedem, embora tenha uma grande tendência a reclamar de tudo. É empreendedora e ativa, vaidosa e coquete, gosta de adornos discretos e caros. Exige muitas atenções e geralmente, embora realize com perfeição os deveres domésticos, parece não sentir grandes atrações para com a cozinha, a não ser no que diz respeito aos filhos. O Filho de Iemanjá parece estar sempre lutando para galgar um lugar de destaque, qualquer que seja o empreendimento a que se dedique. É, por sua própria natureza, um lutador. Os Filhos de Iemanjá são profundamente emotivos, razão pela qual são chamados de chorões.

 

Filhos de Oxum:

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Quase tudo o que foi dito sobre Iemanjá pode ser estendido a Oxum, cujo relacionamento com seus filhos se equivale por representarem ambas o Princípio Criador. Também é aplicada aos Filhos de Oxum, ainda mais emotivos que os de Iemanjá, a denominação de chorões. A sensibilidade dos Filhos de Oxum é ainda maior e, não raras vezes, chamados, principalmente as mulheres, de dengosas e flores de estufa, que fenecem ao menor motivo. Na verdade, os Filhos de Oxum, essencialmente honestos e dedicados, esperam sempre merecer as atenções que procuram despertar e sentem-se desprestigiadas quando não acontece. Um fato a ser considerado é o de que os Filhos de Oxum tendem a guardar por mais tempo alguma coisa que lhes tenha atingido e olham com muita desconfiança quem os traiu uma vez. Por outro lado, menos vaidoso do que os Filhos de Iemanjá ou Iansã, aparentam, mesmo em roupas discretas, uma certa realeza. Ternos e carinhosos, são conseqüentes e seguros e buscam sempre a companhia de pessoas de caráter. Preferem não impor suas opiniões, mas detestam ser contrariados. Custam muito a se irritar, mas quando o fazem, também custam a serenar. Oxum parece ocupar no coração das pessoas o espaço destinado à figura da mãe e esta característica faz com que seus filhos sejam naturalmente bem quistos e, não raras vezes, invejados. O homem e mulher, Filhos de Oxum, são, a exemplo de Iemanjá, muito ligados ao lar e a família, em geral.
Dão muito valor à opinião pública, fazem qualquer coisa para não chocá-la, preferindo contornar com suas diferenças com habilidade e diplomacia. São obstinadas na busca de seus objetivos.Oxum é o arquétipo daqueles que agem com estratégia, que jamais esquecem suas finalidades, atrás de sua imagem doce se esconde uma forte determinação e um grande desejo de ascensão social.Têm uma certa tendência à gordura, a imagem do gordinho risonho e bem-humorado combina com eles. Gostam de festas, badalações e de outros prazeres que a vida possa lhes oferecer. Tendem a uma vida sexual intensa, mas com muita discrição, pois detestam escândalos.Não se desesperam por paixões impossíveis, por mais que gostem de uma pessoa, o seu amor-próprio é muito maior. Eles são narcisistas demais para gostar muito de alguém.Graça, vaidade, elegância, uma certa preguiça, charme e beleza definem os filhos de Oxum, que gostam de jóias, perfumes, roupas vistosas e de tudo que é bom e caro.
Oxum é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade
O lado espiritual dos filhos de Oxum é bastante aguçado. Talvez por isso as maiores ialorixás que o Brasil tem e teve são de Oxum.

 

Filhos de Iansã:

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Nascidos da Luz da Manhã, os Filhos de Iansã são a própria majestade do Orixá. Sua principal característica exterior é ser sempre uma entidade dominante. Ocupam naturalmente posição de destaque e nunca passam desapercebidos. Gostam de vestir-se sempre na moda e de estarem sempre atualizados, embora haja sempre uma pitada de exagero em quase tudo o que fazem. Têm personalidade marcante, que dificilmente é esquecida. Brilham em quase tudo o que fazem. São temperamentais por excelência, mudam de opinião com facilidade, amando ou desprezando objetos e pessoas ou, ainda, coisas, absolutamente sem motivos aparente. São inconstantes e sentimentais, arrependendo-se com facilidade por atos praticados, mas, também, esquecendo-os e, não raras vezes, repetindo-os. O Filho de Iansã herda do Orixá suas características Guerreiras, empenha-se em discussões estéreis, às vezes, só pelo prazer de contestar, não se preocupando absolutamente com os resultados finais. Todavia, quase em tudo o que toca consegue levar a bom termo. É também muito dedicado e prestimoso e além de tudo, alegre.
As Filhas de Iansã são sempre extremadas: ou amam apaixonadamente ou simplesmente esquecem. Incapazes de odiar, não hesitam em se reaproximar de alguém que lhes tenha magoado, sentindo, não raras vezes, uma real piedade e amor por essa mesma pessoa se, por qualquer razão, estiver em posição de dor ou inferioridade. Não raras vezes, também, assumem as causas alheias, trazem parentes enfermos para dentro das próprias casas, depois, brigam com maridos e filhos por causa desses parentes, posteriormente, invertem toda a situação, mandando embora quem haviam trazido e buscando a paz familiar, como se nada tivesse acontecido. Fazendo tudo em escala maior, amam com intensidade, dão-se com facilidade, produzem ou promovem e depois, pura e simplesmente, esquecem. Quer seja homem ou mulher, o Filho de Iansã será sempre alguém que dificilmente consegue passar desapercebido. Será sempre um temporal num copo d’água, passando da tranqüilidade de um lago sereno a incerteza de um mar tempestuoso. Sua principal característica positiva reside na sua capacidade de não apenas perdoar quem eventualmente lhe haja ofendido, como principalmente, esquecer a ofensa. Talvez nenhum outro consiga realmente esquecer o Filho de Iansã. Quando lideres em alguma atividade, quase sempre marcam, de maneira indelével, suas administrações, mesmo que isso lhes custe sacrifícios. As Filhas de Iansã são extremadas como as chamadas “super mães”. Lutam pela felicidade e progresso de seus filhos e não admitem erros ou faltas, embora, quase nunca tenham coragem de punir as crianças. Como pessoas são exageradamente ciumentas, às vezes, chegando a infernizar a vida de seus companheiros por causa do ciúme.

 

Filhos de Oxossi:

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Oxossi representa a pureza das matas. Seus Filhos são honestos, desinteressados, altruístas e espontâneos. A sua principal característica é a honestidade porque nunca esperam recompensa por aquilo que fazem espontaneamente. Têm um grande inconveniente: são inconstantes, não persistentes, seja qual for o motivo. Com muita freqüência, após lutarem por um ideal, às vezes, às vésperas de consegui-lo desistem e partem para nova idéia. Geralmente, os Filhos de Oxossi reúnem qualidades que são muito importantes. Se alguém está doente, ele é aquele que vai várias vezes visitar a pessoa, ver como está passando, se interessa pelo bem-estar dos outros. Não se aborrecem com as reclamações e ouvem lamúrias dos outros sempre com muita atenção. Dão-se muito bem com qualquer faixa de idade. Sentem-se mais à vontade em ambientes descontraídos. Não gostam de andar muito presos em roupas sociais. Não se sentem bem em cerimônias muito formais. São dados a vida muito singela. Não são dados ao luxo; tem verdadeira ojeriza a tudo o que chama a atenção. Adoram andar, gostam do ar livre, não gostam de ficar em ambientes fechados ou escuros. São muito complacentes com a aquisição de bens materiais, sendo desligados de tudo aquilo que se refira a luxo. O Filho de Oxossi costuma mudar de atividade com relativa facilidade, mas na possibilidade de lançar raízes em algum campo de negócio, são profundos e seguros, jamais mudam. O chefe de família, Filho de Oxossi, é um tanto desligado do lar, não que ele não se interesse pelos problemas familiares, é que prefere ser servido a servir. A mulher, Filha de Oxossi, tende a não ser muito boa dona de casa. Gosta das coisas bem feitas, mas não de fazer, gosta das coisas em ordem, mas prefere mandar que os outros façam.
Os filhos de Oxóssi são pessoas de aparência calma, que podem manter a mesma expressão quando alegres ou aborrecidas, do tipo que não externa suas emoções, mas não são, de forma alguma, pessoas insensíveis só preferem guardar os sentimentos para si. São pessoas que podem parecer arrogantes e prepotentes, e às vezes o são. Na realidade, os filhos de Oxóssi são desconfiados, cautelosos, inteligentes e atentos. São seletivos quanto as suas amizades, pois possuem grande dificuldade em confiar nas pessoas. Apesar de não confiarem, são pessoas altamente confiáveis, das quais não se teme deslealdade; são incapazes de trair até um inimigo. Magoam-se com pequenas coisas e quando terminam uma amizade é para sempre. São do tipo que ouve conselhos com atenção, respeita a opinião de todos, mas sempre faz o que quer. Com estratégia, acaba fazendo prevalecer a sua opinião e agradando a todos. Altos e magros, os filho de Oxóssi possuem facilidade par se mover mesmo entre obstáculos. Seu andar possui leveza e elegância. Sua presença é sempre notada, mesmo que não façam nada par isso acontecer.

Os filhos de Oxóssi gostam de solidão, sempre se isolam, ficam à espreita, observam atentamente tudo que se passa à sua volta. Curiosos, percebem as coisas com rapidez, são introvertidos e discretos, vaidosos, distraídos e prestativos, comportamento típico de um caçador, provedor do seu povo.

 

Filhos de Ogum:

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Os Filhos de Ogum são tidos como brigões, mas é errôneo este pensamento. São mais intransigentes e obstinados do que propriamente brigões. Ogum representa o Espírito da Lei e seus Filhos têm esta característica bem predominante. Raramente pondera as coisas: se o regulamento é este, então, tem que ser seguido a qualquer custo. Toda Lei tem que ser estudada, para obter-se o seu verdadeiro sentido, para saber o seu espírito. Porém, para o Filho de Ogum, ele é usada com parcimônia. Ele segue a Lei sem ligar se ela serve para este ou aquele caso. É a Lei, tem que cumprir, implacavelmente. O pai de família, Filho de Ogum, não dá muitas chances de diálogo para seus filhos. É inflexível e radical. Usa uma lei para si e outra para os outros. É vaidoso, não gosta de ser contrariado em suas opiniões. Raramente “arreda pé” de sua posição, mesmo quando não dá certo. Quer sempre fazer prevalecer o seu ponto de vista. Não recua nenhuma vez em suas decisões. Tem sempre tendências para resolver as coisas para o seu lado, de qualquer forma. A mulher, Filha de Ogum é mais querelante do que briguenta. É mais belicosa e de atitudes extremadas. É excelente mãe de família, porém, coitado do filho que não andar direito: ela é do tipo que bate primeiro para depois perguntar onde foi o erro. O Filho de Ogum é dado a fazer conquistas, tem facilidade de relacionamento com o sexo oposto de qualquer filiação de Orixá.
Fisicamente, os filhos de Ogum são magros, mas com músculos e formas bem definidos. Compartilham com Exu o gosto pelas festas e conversas que não acabam, gostam de brigas.
São do tipo que dispensa um confortável colchão de molas para dormir no chão; gostam de pisar a terra com os pés descalços. São pessoas batalhadoras, que não medem esforços para atingir seus objetivos, são pessoas que mesmo contrariando a lógica lutam insistentemente e vencem. São pessoas extremamente pontuais e ficam enlouquecidos quando uma pessoa se atrasa ou cancela um compromisso previamente agendado seja por que motivo for.

Não se prendem à riqueza, ganham hoje, gastam amanhã. Gostam mesmo é do poder, gostam de comandar, são líderes natos. Essa necessidade de estar sempre à frente pode torná-los pessoas egoístas e desagradáveis, mas nem sempre. Geralmente, os filhos de Ogum são pessoas alegres, que falam e riem alto para que todos se divirtam com suas histórias e que adoram compartilhar a sua felicidade.

 

Filhos de Xangô:

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O Filho de Xangô é, por excelência, calmo e muito ponderado. Costuma pesar os fatos com muito cuidado, procurando sempre pôr panos quentes em qualquer disputa. Só toma decisões depois de pesar e analisar todos os ângulos dos problemas apresentados, procurando ser o mais justo possível. Dedica-se de corpo e alma a tudo o que se propõe a fazer, mas desilude-se com muita facilidade também. É sonhador por excelência, acha sempre que tudo dará certo, deixando-se levar, com muita freqüência, pela ilusão e pelo sonho. Sempre procura apresentar seus propósitos e planos de maneira mais bonita, mais enfeitada, o mais claro possível, sem observar o que há de viável neles. Nunca procura ver se há realismo no que se propõe a fazer. Os Filhos de Xangô são capazes, geralmente, de grandes sacrifícios, mas aborrecem-se profundamente se algo que programaram não dá certo. Não admitem mudanças de programação, não só quando dependem deles a realização do plano programado. Costumam ficar roendo muito o que lhes acontece, ou o que não se realizou como queriam. Separam, com muita freqüência, a realidade de si, levando seus pensamentos para altas esferas. Por serem muito honestos, magoam-se com muita facilidade pela ingratidão das pessoas, achando que todo o mundo tem obrigação de ser honesto e preciso em suas decisões. A Filha de Xangô, geralmente, é muito crédula, acredita em tudo o que lhe dizem. Magoa-se profundamente por coisas que não tenha feito ou que tenham dito que ela fez. Guarda mágoas profundas, mas não consegue guardar raiva. Em relação ao lar, não gostam de sair de casa, preferem o aconchego do lar e são excelentes mães de família, mantendo o lar em perfeita harmonia, não permitindo desavenças entre os familiares, dando possibilidades a todos de se defenderem, sempre que for necessário.
É muito fácil reconhecer um filho de Xangô apenas por sua estrutura física, pois seu corpo é sempre muito forte, com uma quantidade razoável de gordura, apontando a sua tendência à obesidade; mas a sua boa constituição óssea suporta o seu físico avantajado.
Com forte dose de energia e auto-estima, os filhos de Xangô têm consciência de que são importantes e respeitáveis, portanto quando emitem sua opinião é para encerrar definitivamente o assunto. Sua postura é sempre nobre, com a dignidade de um rei. Sempre andam acompanhados de grandes comitivas; embora nunca estejam sós, a solidão é um de seus estigmas.
Conscientemente são incapazes de serem injustos com alguém, mas um certo egoísmo faz parte de seu arquétipo. São extremamente austeros (para não dizer sovinas), portanto não é por acaso que Xangô dança alujá com a mão fechada. Gostam do poder e do saber, que são os grandes objetos de sua vaidade.

 

Filhos de Nanã:

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Nanã é um Orixá velho. O mais velho dos Orixás femininos, talvez por isso seja, também, o mais amoroso e o mais egoísta. Os Filhos de Nanã são muito possessivos e tendem a cercear seus amigos. São exclusivistas e não admitem dividir suas idéias. Dedicam-se sem reservas a seus amigos e parentes, porém, procuram sempre criar barreiras para evitar que os mesmos encontrem novas amizades e novos caminhos. São rabugentos e costumam guardar em seu íntimo tudo aquilo que lhe fazem. O Filho de Nanã jamais esquece o que lhe fazem, mesmo que depois lhe peçam desculpas. Sempre comenta e toca no assunto quando há oportunidade. Gosta de estar rodeado de amigos, porém, não abre mão de sua presença, fazendo questão de que ela seja notada e comentada. Veste-se muito bem e possui um pouco da intransigência de Ogum. Os Filhos de Nanã são resmungões e acham dificuldade em tudo o que precisam fazer. Esperam sempre que os outros façam ou resolvam seus problemas. São muito ladinos, sempre acham uma forma dos outros fazerem suas coisas. Por serem demasiadamente possessivos, não admitem que seus filhos ou familiares mais próximos tomem decisões sozinhos ou que seus companheiros saiam sós.
Os filhos de Nana são pessoas extremamente calmas, tão lentas no cumprimento de suas tarefas que chegam a irritar. Agem com benevolência, dignidade e gentileza. As pessoas de Nana parecem ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres, gostam de crianças e educam-nas com excesso de doçura e mansidão, assim como as avós. São pessoas que no modo de agir e até fisicamente aparentam mais idade.

Podem apresentar precocemente problemas de idade, como tendência a viver no passado, de recordações, apresentar infecções reumáticas e problemas nas articulações em geral.
As pessoas de Nana podem ser teimosas e ranzinzas, daquelas que guardam por longo tempo um rancor ou adiam uma decisão. Porém agem com segurança e majestade. Suas reações bem equilibradas e a pertinência de suas decisões as mantêm sempre no caminho da sabedoria e da justiça.
Embora se atribua a Nana um caráter implacável, seus filhos têm grande capacidade de perdoar, principalmente as pessoas que amam. São pessoas bondosas, decididas, simpáticas, mas principalmente respeitáveis, um comportamento digno da Grande Deusa do Daomé.

 

Filhos de Abaluaiê:

 

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Os Filhos de Abaluaiê são muito introvertidos, seu caráter, às vezes, são taciturnos, calados, fechados em si próprio; ás vezes, tem piques de alegria, descontração, satisfação, indo de um pólo a outro, com muita facilidade e com muita freqüência.Os Filhos de Abaluaiê gostam de ocultismo, têm certa tendência para tudo o que é misterioso. Gostam e frequentemente estudam a vida dos astros. Gostam das artes e das pesquisas, dedicando-se muito a isso. Convivem melhor com pessoas idosas do que com as mais jovens. Não têm a paciência necessária para suportar arroubos da mocidade. Mesmo os Filhos de Abaluaiê com menos idade sempre procuram pessoas mais velhas para conviver. Não gostam de aglomerações, preferem isolamento, utilizando seu tempo em coisas que consideram de maior utilidade. Raramente se abrem a respeito de seus problemas, preferindo “curtir” a mágoa ou a dor sem participar a ninguém. Muito sentimentais e profundamente negativistas.
Os filhos de Obaluayê são pessoas extremamente pessimistas e teimosas que adoram exibir seus sofrimentos, daqueles que procuram o caminho mais longo e difícil para atingir algum fim.
Deprimidos e depressivos, são capazes de desanimar o mais otimista dos seres; acham que nada pode dar certo, que nada está bom. Às vezes, são doces, mas geralmente são pessoas que possuem manias de velho, como as rabugices.Gostam da ordem, gostam que as coisas saiam da maneira que planejaram. Não são do tipo que levam desaforo pra casa e se sentirem ofendidos respondem no ato, não importa a quem. Pensam que só eles sofrem, que ninguém os compreende. Não possuem grandes ambições.
Podem apresentar doenças de pele, marcas no rosto, dores e outros problemas nas pernas. São pessoas sem muito brilho, sem muita beleza. São perversos e adoram irritar as pessoas; são lentos, exigentes e reclamam demais.São reprimidos, amargos e vingativos. É difícil relacionar-se com eles. Parece que os filhos de Obaluayê são pessoas que possuem muitos defeitos e poucas qualidades, mas, os filhos deste ORIXÁ têm várias qualidades e uma delas que devemos destacar é uma qualidade que pode compensar qualquer defeito: são extremamente prestativos e trabalhadores. São amigos de verdade.

 

Filhos de Oxumarê:

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São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente mudam tudo em sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e buscando novas alternativas para o futuro, para cumprir seu ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.
São magras. Como as cobras possuem olhos atentos, salientes, difíceis de encarar, mas ‘não enxergam’.
São pessoas que se prendem a valores materiais e adoram ostentar suas riquezas; São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e desprendidas quando se trata de ajudar alguém.

Extremamente ativas e ágeis, estão sempre em movimento e ação, não podem parar.

São pessoas pacientes e obstinadas na luta por seus objetivos e não medem sacrifícios para alcançá-los.
A dualidade do orixá também se manifesta em seus filhos, principalmente no que se refere às guinadas que dão em suas vidas, que chegam a ser de 180 graus indo de um extremo a outro sem o menor problema.
Mudam de repente da água para o vinho, assim como Oxumaré, o Grande Deus do Movimento.

 

Fonte:http://templodemaeoxum.blogspot.com.br/2010/05/caracteristicas-dos-filhos-dos-orixas.html

 

AXÉ IRMÃOS!!!

 

 

 

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO

Jesus Cristo

Na Sexta-feira da Semana Santa, temos a “Paixão de Cristo”, que representa a entrega de Jesus ao Calvário. A Sexta-feira Santa é um feriado móvel, que serve como referência para outras datas. Para calculá-lo analisa-se a primeira Sexta-feira após a primeira lua cheia, depois do Equinócio de Outono no Hemisfério Sul e Equinócio de Primavera no Hemisfério Norte. Essa data é móvel porque pode ocorrer entre 20 de março e 23 de abril.

Segundo a tradição Cristã, a Ressureição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de “Nissan”, no Calendário Hebraico. Nissan é nome do mês hebraico que representa “primeiros frutos”, pois inicia na Primeira Lua Nova da época da colheita da cevada em Israel. Assim, realizando a contagem a partir do domingo e, sabendo-se que nos costumes judaico e romano contava-se o primeiro e o último dia, a Igreja chega à “Sexta-feira” como dia da morte de Cristo. O nome Nissan é considerado de origem babilônica e na Torá o nome do mês é Abib.

A crucificação de Jesus ocorreu pelas mãos do Juiz Pôncio Pilatos e do Imperador de Roma: Tibério Cláudio Nero César. O crime que condenou Jesus à morte foi escrito em uma placa afixada sobre sua cabeça na cruz: INRI – Iesus Nazarenus Rex Ioderum, ou “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”. Jesus carregou a cruz até o lugar da execução e este trajeto público é chamado de “Via Crucis”.
Jesus Cristo foi pregado na cruz mas, por vezes, o condenado era apenas atado a esse instrumento. A crucificação era considerado um método de suplício, pois o tempo de agonia do criminoso era intensamente prolongado. Entre os judeus, algumas vezes, o corpo dos criminosos era pendurados numa árvore ou de cabeça para baixo, como foi o caso de Pedro.

Na oração do terço dentro do Rosário, o mistério de Jesus carregando a cruz representa o “Quarto Mistério Doloroso”. Esse é o mistério que nos faz refletir sobre as cruzes nossas de cada dia. Ao carregar a cruz pelo Calvário, Jesus nos ensina a aceitarmos e a carregarmos nossas próprias cruzes. Quando Maria foi apresentada como a Mãe de Todos Nós (Nossa Senhora) por Jesus, ela assumiu o papel de mediadora entre nós e Jesus.
fonte – umbandaempaz.

Na umbanda respeitamos todas as religiões e doutrinas, e para a Umbanda o significado da Sexta-feira Santa é de extrema importância, pois além do fato de enorme respeito de ser o dia do Calvário de nosso mestre Jesus, também acredita-se que esse é o dia em que os Orixás descem do Orún (mundo espiritual), para conhecer a grande criação de Olorum (Grande Criador, Divino, Deus criador de tudo).

Na noite de quinta para Sexta-feira da Paixão, os seguidores da Umbanda se protegem com seus contra-eguns. Eguns são espíritos que ainda não adquiriram um grau de consciência e muitas vezes ainda nem sabem que desencarnaram, e podem se tornar obsessores.

O Rito de Umbanda na noite de Sexta-feira Santa é o Fechamento de Corpo.
A cerimônia de Fechamento do Corpo é feita na Sexta-Feira Santa na Umbanda, pois é um dia de forte egregora e grandeza energética do planeta. Nessa cerimônia, os Sacerdotes de Umbanda se utilizam do magnetismo de ervas, cristais, pembas consagradas, entre outros para a realização do ritual, assim criando elos com o plano espiritual que emana vibrações, fluídos e energias para a proteção dos encarnados.

Este ritual tem por finalidade de impedir a ação de espíritos manipuladores de energias negativas contra nós seres encarnados, além de nos proteger de males materiais, como ferimentos por armas brancas e de fogo, acidentes, e vários tipos de ferimentos.
Emanando as forças de nosso Pai Ogum (Sincretismo com São Jorge) o grande Cavaleiro de Aruanda, para que com suas forças possa nos amparar por mais um ciclo carnal.

Que esta Sexta-feira da Paixão seja de grande Reflexão a todos nos, utilizando-nos da grande lição que nosso Mestre Jesus nos deixou.
Que Oxalá abençoe a todos nós.
Axé!

Orixás Regentes no Ano 2016!!! Mensagem do Senhor 7.

 

Oxalá e Oxum.

Oxalá e Oxum.

Bom dia á todos os irmãos de fé que acompanham nosso site.

Um grande saravá á todos os Orixás de nossa Umbanda e com as bençãos de nosso Pai Oxalá estamos encerrando mais um ano. Neste ciclo (ano) que está se encerrando aconteceram muitas novidades, boas e ruins. Grandes provações, discórdias , ofensas, tumultos em grandes nações, desastres naturais, etc… Podemos dizer que foi e está sendo um ano carmático para muitos!

Neste sábado que se passou 05-12-2015,  tivemos a honra da presença do tão estimado Guardião 7 para fechamento da linha de esquerda em nosso Templo de Luz, e como de costume foi revelado por ele os Orixás que irão reger o ano 2016!

OXALÁ e OXUM!!!

Algumas palavras de nosso mestre Guardião 7:

“… Este ciclo que se inicia, regência de Oxalá o grande orixá maior que vem trazendo aos encarnados a espiritualidade, Orixá simbolo da fé, a fé é o único remédio  para a salvação de vocês. Em meio ao caos deixe que a fé os conduzam ao que lhes foi designado e cumpram as suas missões com dignidade. Amor e compaixão são as únicas armas necessárias para diluir as energias negativas instaladas em suas vidas, que foram permitidas a entrar por vocês mesmos.
Oxum vem trazendo o amor, a esperança, para aqueles que permitirem ela irá entrar neste ciclo com suas águas para lavar e levar para longe tudo oque esta estagnado e em desordem.
Isto são algumas das providencias da Luz para ajudar a vocês a lutar e conter oque está por vir…”

Dito isso irmãos, acredito que devemos sermos fortes e com Amor e Fé no sagrado podemos vencer!!!

 

RITUAL PARA A PASSAGEM DE ANO!!

Indicado pelo Sr 7, quando faltar 10 minutos para 01:00 horas do dia 01-01-2016
devemos louvar a Exu, agradecendo por mais um ano que se encerra e pedindo a proteção para o ano que esta por vir.

E depois quando for 01:10 horas do dia 01-01-2016, louvar em pensamentos e reverenciar a nossa Pai Oxalá, pedindo Luz, sabedoria, Discernimento, Força para o ano que chegou.

 

Observações – 1º Porque 01:00 horas e não ás 00:00?
Pelo motivo que estamos em horário de verão, e para a espiritualidade isso não existe, eles costumam dizer que seguem o horário de cristo.

2º Nos foi ensinado que para louvar e agradecer o Sagrado, não existe horá e nem local, apenas existe a nossa Fé e vontade. Então não existe o problema em agradecer e pedir luz a nosso Pai Oxalá neste horário.

 

Nós do Templo de Umbanda Caboclo Ubirajara desejam á todos PAZ!!
Que todos sejam capazes de perdoar, que todos nós possamos deixar oque aconteceu de ruim enterrado no passado, para que o nosso futuro seja coberto de novas e boas conquistas.

As Atividades de nosso Templo já foram encerradas neste ciclo, e retornaremos com louvor, muita fé e amor em 2016 – 06-02-2016.

 

Abraços fraternos á todos os irmãos!!!!
E um feliz 2016!!!!

Axé.

 

Natal para os Umbandistas

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O Natal em síntese é a comemoração do nascimento de Jesus, ritualizado anualmente por todos países que tiveram a dominação da Igreja Católica e/ou por católicos de todo o mundo.

Acontece que não existe evidências reais e comprovadas de quem foi este Jesus histórico, tampouco saberíamos quando este teria nascido, o certo é que é improvável uma criança nascer nesta data numa estrebaria de Israel onde o inverno é muito intenso, seria, nascer e congelar. Sabemos que na realidade e Igreja criou esta data no ano de 374 para suprimir uma importante festa pagã de culto ao Deus Mitra, importante deidade persa e muito popular em Roma. Esta festa era denominada de Natalis Solis Invicti (“nascimento do sol invencível”).
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