Pemba e suas magias

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Na Umbanda, fora a parte doutrinária usada pelos guias para orientar as pessoas durante os passes, tudo mais é magia, feita de uma forma que criou todo um ritual de passe.

Dentro deste ritual de passe são usados vários recursos mágicos através dos elementos manipulados pelos guias.

Entre estes elementos temos os líquidos, seja a água, ervas maceradas na água e algumas bebidas, sendo que, o que sabemos sobre o que eles fazem com esses elementos ainda é muito pouco, mas o que importa para nós é que funcionam, realizando poderosas descargas energéticas nas pessoas necessitadas.

Também temos o uso de cigarros, charutos, cachimbos e até defumadores que são usados pelos guias para purificação, tanto de ambientes quanto de pessoas, porque as essências liberadas por eles nas suas queimas são dissolvedoras de condensações energéticas negativas e são diluidoras e dissipadoras de larvas astrais, miasmas, cordões energéticos, formas pensamento plasmadas e vibrações de ódio, mágoas, de ressentimentos, de inveja, etc, que se condensam ao redor do campo áurico da pessoa.
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Pemba


A pemba é um objeto presente nos rituais africanos mais antigos que se conhecem. É fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Sil. São empregadas em todos os rituais, cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas.

Os médiuns e as entidades espirituais que atuam nos centros de umbanda costumam utilizar esse elemento para riscar pontos. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais, de limpeza e proteção.
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É força de Pemba…

 

É força de pemba… é Lei
Se errou… se extraviou…
Ninguém pode dá caminho
Ninguém pode dá malei…
Só quem pode dá malei
É “preto-véio” de seu Conga
Assim mesmo é preciso
Que se endireite e volte cá…

Esse ponto nós o ouvimos (e jamais o esquecemos) de um certo “preto-velho”, num antigo e extinto Terreiro de um amigo e irmão de lei (já falecido) — médium de fato e de direito, numa ocasião memorável. Resumamos o caso em foco, para podermos dizer ou dar positivamente, certos conselhos a certos médiuns…
“Preto-velho” estava firme no “reino” (o aparelho era bom mesmo — incorporava bem). Desde que chegou, foi cantando, tirando sempre esse ponto acima. Os “cambonos” – gente viva de idéia, traquejados, foram logo após algum tempo certificar-se do porquê desse ponto, com “preto-velho”. Ele balançou a cabeça pra lá e pra cá, deu umas fumaçadas com seu “pito” e disse, usando o linguajar de guerra, mais familiar a todos os entendimentos: -Uai gente, suncês nun tão alembrado daquele fio daqui, o Fulano? Eles então logo lembraram desse caso e responderam: -Estamos sim, meu velho…
E “preto-velho” logo retrucou: – Pois bem, zi Fulano vem pur aí, ta case chegando nesse Conga de preto-véio… e acrescentou: – óia fios, arrecebam ele bem, oviro? E pôs-se a repetir esse ponto acima grafado.
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