Orixá PombaGira

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É claro que uma mu­­lher altiva, senhora de si, segura, compe­tentís­si­ma no seu campo de atuação, seja ele profissional, político, intelectual, artístico ou religioso, impressiona positivante alguns e assusta outros.

Agora, se esse imenso potencial também aflorar nos aspectos íntimos dos relacionamentos homem-mulher, bem, aí elas fogem do controle e assustam a maioria como começam a ser estereotipadas como levianas, ninfomaníacas, etc., não é mesmo?

Liberdade com cabresto ainda é aceitável em uma sociedade patriarcal e machista.

Mas, sem um cabresto segurado por mãos masculinas, tudo foge do controle e a sociedade desmorona porque não foi instituída a partir da igualdade, e sim, da desigualdade.

Uma mulher submissa, só acostumada e condicionada a sempre dizer “amem”, todos aceitam como amiga, como vizinha, como colega de trabalho, como namorada, como esposa, como irmã, etc., mas uma mulher questionadora, insubmissa, mandona, contestadora, independente, perso­nalista, etc., nem pensar não é mesmo?

– Pois é!
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Nomes de Pombagira


Este texto é uma sequencia natural do texto sobre “Os nomes de Exu na umbanda e sua interpretação”. São conceitos totalmente fundamentados na “Teologia de Umbanda Sagrada”, expressos na obra de Rubens Saraceni.

Falar sobre os nomes das entidades de Umbanda evoca o estudo de alguns conceitos e a quebra de tabus, dogmas e paradigmas relacionados aos nomes das entidades.

Há quem acredite que com sua data de nascimento seja possível identificar quais são seus Guias espirituais. há quem acredite que existe um numero limitado de nomes de pombagiras. Há quem acredite que existe apenas um único Orixá feminino. Há quem acredite nas coisas mais absurdas e infantis quando o assunto é Umbanda.
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Os médiuns e a linha de Guardiões


Muitas vezes, ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium. Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro.

Apesar de Exu ter opinião própria a manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais. Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu. É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa. Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.
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Os guardiões na Umbanda


No texto abaixo, não aparecerão outros nomes ou mesmos palavras designando entidades, porém, é bom frisar que não há intenção de omissão, ou mesmo que não existam outros Guardiões ou Exus. A Umbanda é muito maior do que se divulgam e muitos são os centros e médiuns, que recebem entidades desconhecidas pela Irmandade.

Os guardiões são uma energia da natureza. Ser elementar e Guardião das fronteiras que separa o mundo inferior do superior. Polícia de choque que persegue, prende e leva para os campos de orientação espiritual os espíritos perversos, que semeiam a discórdia, o ódio e a vingança entre os homens. Elo entre o ser humano e os Guias maiores, é ele que leva seus pedidos até eles, e cumpre severamente suas determinações.
Guardião não é mal, ele é justo, fazendo cumprir a Lei Divina de “ação e reação” ou “Lei do retorno”.
O ser humano tem consciência do que é certo e do que é errado, mas age em desacordo com as Leis Divinas que, em um de seus mandamentos diz “Ama teu próximo, como a ti mesmo”. O homem não cumpre esta Lei, age por impulso e consciente do que faz, semeia a tristeza e a dor nos corações inocentes, direcionando esta energia somente para a maldade, esquecendo-se que existe no Universo a Lei que chamamos de “Lei do Retorno”.
Muitos trabalham com entidades trevosas, que, ludibriando médiuns desesperados e despreparados, se passam por Guardiões e praticam todos os tipos de atrocidades. As pessoas que trabalham com tais seres não passam de “Adeptos do Mal”, que cegos pelo egoísmo e pelo desejo do poder, seguem fielmente suas ordens, não sabendo eles que o submundo os espera. E grande vai ser a surpresa, quando se sentirem arrastados por estes habitantes das trevas.
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