CONSELHO DE AMIGO!


Certa vez fui questionado por um Guardião, sobre como eu estava. Eu, em meio à angústia e falta de esperança, respondi para que estava ‘sobrevivendo’. Ele sempre muito direto em suas palavras, me perguntou o motivo pelo qual eu estava vivo, pois sobreviver é pouco e um tanto quanto egoísta.

Imerso em meus pensamentos angustiados e desorganizados dos últimos dias, eu não soube o que lhe responder. Na verdade, eu não tinha um motivo forte ‘na ponta da língua’ para responder sua pergunta, que de fato era uma pergunta simples. No momento passaram pela minha mente lembranças boas, que me fazem sentir melhor, minha família, pessoas que eu amo e quero bem, mas antes que eu pudesse dizer algo, ele, sempre astuto, me dissera: “é pouco! Sim, é pouco você me responder que vive pelos outros. Que seja um filho seu, por mais bonito que isso seja, ainda é pouco. Um dia os seus, ou seja lá quem for, vão embora, eles vão procurar suas razões para viverem. E você? Sua razão pra viver se foi, voou para longe, como o ciclo natural de tudo. Ai filho, você vai viver pelo que? Por quem?”.

Alguns dias após essa conversa, eu sigo em análise, sigo em reforma íntima, procurando meus motivos pra responder a sua pergunta.

Todos os dias em meio ao caos dos meus pensamentos, quando sinto o desespero bater na minha mente, eu me pergunto: E aí, está vivendo pelo que? Chega a ser cômico, pois todos os dias ao me deitar eu tenho tanto pra agradecer, e mesmo assim eu ainda não sei o que responder a ele.

Talvez eu jamais tenha uma resposta pronta, mas a sua pergunta sempre ecoa na minha mente e me impulsiona todos os dias.

Parece pouco, parece simples, parece até bobo, mas às vezes é só disso que precisamos: um questionamento interno. Ainda não sei o que responder, mas a partir daquele dia eu parei de sobreviver e voltei a viver… Pelo que? Eu ainda não sei, estou vivendo pra saber.

Texto enviado por Murillo Folster, integrante da corrente mediúnica do Templo de Umbanda Caboclo Ubirajara.

FUNDAMENTOS DA QUARTINHA!

As religiões Afro-Brasileiras tem sua ritualística própria e dentro das suas peculiaridades está o ritual das Quartinhas.

Ao chegar num Terreiro é muito comum avistar na entrada, sobre o piso ou sobre o portal da entrada, uma QUARTINHA, que significa que o espaço é Sagrado e tem a faculdade de mostrar à primeira vista que se trata de um local de ritual religioso.

Continue lendo

O Direito de Sermos Respeitados


PiadinhaInfame

Ficamos constantemente admirados como as pessoas não têm o mínimo de respeito por nada. Não respeitam suas famílias, saem às ruas bradando que querem um país melhor, clamam e vislumbram um futuro próspero, mas em seu íntimo estão esperando na verdade a resolução de todos seus problemas pelos outros. Os outros por sua vez também não olham pra dentro de si e depositam em “outros” outros a mesma responsabilidade, a grande pergunta que não quer calar, quem enfim fará? Quem fará um futuro melhor para nós e para nossos filhos se nós mesmos não mudarmos?
Continue lendo

Só com o exemplo e o saber


Acredito que todos os umbandistas querem fazer algo especial pela Umbanda, fazer algo que a valorize e que mostre a toda sociedade o quanto a Umbanda é realizadora e divina, o quanto deve ser respeitada, e que não tem nada a ver com trabalhos feitos, milagres vendidos ou magias negras. Baseada nessa minha crença, penso continuamente como fazer isso, como proporcionar esse tipo de estímulo e de conduta aos umbandistas para que todos possam, de forma homogênea e clara, falar da Umbanda para uma sociedade já com idéias tão preestabelecidas.

Percebo inclusive que falar de Umbanda é algo difícil para muitos umbandistas, na maioria das vezes a fala contém uma incisiva conotação defensiva e justificada, é quase automático esclarecer o porquê da escolha dessa religião salientando sempre que na Umbanda não se faz matança e assim por diante. É fato que muitas vezes esperamos uma reação negativa ou irônica daquele que desconhece a Umbanda assim como todos seus fundamentos e poder de realização. Chego à conclusão que só existem duas formas de criar essa valorização religiosa tão necessária para a Umbanda: primeiro pelo EXEMPLO e segundo pelo SABER.
Continue lendo