Eparrei Iansã

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Yansã é a deusa da tempestade, do fogo e da sensualidade. Simboliza as mulheres guerreiras e todas as pessoas que têm determinação e vivacidade. Destemida e justiceira, nada teme. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiante na mesma proporção que exterioriza a sua raiva e o seu ódio.

É a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento. Capaz de grandes esforços para conquistar os homens e para proteger seus rebentos. Sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. É o retrato da mulher batalhadora que vende quitutes no mercado para sustentar seus noves filhos.

“Iansã é uma mulher guerreira e batalhadora”, diz a antropóloga Teresinha Bernardo, da Pontifica Universidade Católica de São Paulo.

“Iansã encarna a mulher dos séculos 20 e 21, que sabe o que quer e vai à luta”, diz o antropólogo Júlio Braga, diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e cultural da Bahia.
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Iansã, o raio que ilumina as trevas do ego

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Iansã é uma das Mães Orixás mais cultuadas dentro da Umbanda e do Candomblé. Seu nome vem do yorubá – Iyá Mesan (a mãe de nove filhos). Iansã simboliza o aspecto guerreiro e protetor da Mãe Divina. É o arquétipo da mulher determinada, que vai a luta e não espera as coisas acontecerem.

Como vibração divina, Iansã é o próprio axé que movimenta toda Criação. É também força direcionadora dentro da vida dos seres humanos. Senhora da Lei, és aplicadora e desencadeadora dos processos cármicos ligados a justiça divina. Mas é também, amparadora e guardiã dos trabalhos dármicos (missão) desempenhados por diversas consciências encarnadas aqui na Terra.

Seu elemento é o ar na sua forma mais revolta. Muito comum também associá-la as tempestades e a qualquer tipo de evento climático. Na Umbanda está ligada as pedreiras, devido a sua forte ligação com Xangô.
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