Xangô, meu pai!


Xangô é o Orixá da Justiça e do Equilíbrio; Senhor do fogo, dos trovões e das pedreiras. Não cede nem à flexão e nem à pressão, é rígido e estável como as rochas, julga de forma severa mas sem precipitação e finalmente estabelece a ordem tranquilizadora. Devemos estar preparados e conscientes ao pedir Justiça à Xangô pois ela será feita, mas não a justiça dos homens e sim a Justiça Divina.

É mais comumente sincretizado com São Jerônimo, que tem dia comemorado em 30 de setembro, ou São João Batista, que comemoramos em 24 de junho. Suas cores são o marrom, o vermelho ou o cinza; seus símbolos são o machado de dois cortes que remete à imparcialidade, a balança que está ligada à justiça e a estrela de seis pontas que representa o equilíbrio; suas pedras são o olho de tigre e a pedra do sol. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, com Oxum, Xangô nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
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Kaô Kabecilê Xangô


Xangô é o Orixá que rege o senso da Justiça e é nesse sentido que pedimos ajuda para sermos mais justos, equilibrados e ponderados.

Xangô também é a Divindade que movimenta o Fogo. Energia que limpa, purifica, energiza, vitaliza, mas que também queima.

Xangô é considerado Rei, e como Rei, É PODEROSO.

Suas afirmações e determinações devem ser ouvidas e cumpridas sem questionamentos.

Xangô não tem afinidade com questionamentos, com dúvidas ou conflitos, Xangô É, e sabe que É.

Sei que muitos de seus filhos são questionadores, duvidam e entrar em conflitos facilmente, mas isso acontece porque estão no sentido oposto de seu Orixá. Sentido que só depois de muito “saravá”, de muito “axé” e de muita “teimosia” consegue-se positivar plenamente.

Aliás, Xangô tem uma essência extremamente teimosa e uma das coisas que eu sempre peço a Xangô é que “Ele me permita ser muito teimosa quando o assunto for Fé”
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