Os guardiões

Na umbanda e nos cultos de origem afro, a palavra exu é empregada para se referir aos guardiões. — Porém, como exu é um termo comum à terminologia africana e afro-brasileira, em geral apenas nos cultos citados é que se utilizam esse e outros nomes, que, aos olhos de muita gente, são estranhos ou destituídos de significado.

Contudo, não podemos ignorar que os guardiões representam, em todos os planos onde atuam, uma forma de equilibrar as energias do universo, da mesma forma que os exus. Sem os guardiões, muitas tarefas, senão todas seriam inconcebíveis, tanto no plano físico como no astral.

“No entanto, não se deve fazer confusão, presumindo que todos os guardiões desempenham tarefas de igual teor.”
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Nomes de Pombagira


Este texto é uma sequencia natural do texto sobre “Os nomes de Exu na umbanda e sua interpretação”. São conceitos totalmente fundamentados na “Teologia de Umbanda Sagrada”, expressos na obra de Rubens Saraceni.

Falar sobre os nomes das entidades de Umbanda evoca o estudo de alguns conceitos e a quebra de tabus, dogmas e paradigmas relacionados aos nomes das entidades.

Há quem acredite que com sua data de nascimento seja possível identificar quais são seus Guias espirituais. há quem acredite que existe um numero limitado de nomes de pombagiras. Há quem acredite que existe apenas um único Orixá feminino. Há quem acredite nas coisas mais absurdas e infantis quando o assunto é Umbanda.
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Laroiê Exu!!! Hoje é seu dia…


Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.

Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, o mundo material e o mundo espiritual, seja plenamente realizada.

Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.

Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo na construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal. Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins como fazem as religiões cristãs. Estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso; pelo contrário, na mitologia yoruba, bem como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.
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