O Vale dos Suicidas e Uma Real Descrição

4.2.7

Quando geralmente se fala de inferno, muitos cristãos consideram um lugar onde os maus estão unidos e confundidos perante uma mesma realidade, a de expiar eternamente suas faltas.
Na visão espírita temos a descrição do umbral, e suas diversas faixas, e uma delas é o Vale dos Suicidas, pertencente á uma das várias moradas do pai, que é destinada á receber espíritos que cometeram uma dos maiores crimes contra as leis da criação.
O crime contra a própria vida, que segundo a espiritualidade representa uma das maiores atitudes de egoísmo que o ser pode manifestar.
Nosso estudo se baseia na experiência de um espírito que relatou os desatinos de sua experiência pessoal, neste lugar.
Segundo o que foi descrito por ele, e depois por outros, sempre a chegada neste vale após o desencarne, o ser é sugado por uma força descomunal, para adentro de espécie de túnel, que se estreita a medida que o espírito é sugado, onde se deixa-se dominar pela terrível força que lhe proporciona, uma terrível sensação de tormento, desespero, dores horríveis como de brasas adentro das entranhas.
Apesar de ser uma viagem rápida, para o espírito participante, é como se fosse uma eternidade.
Segundo a descrição do personagem, após esta conturbada viagem, ele chega á um local de características primitivas, um lugar estranho, de atmosfera tenebrosa e fria, onde o ar e úmido em mistura com fétidos odores, que dificultam até a respiração.
Há também uma vegetação rasteira e morta, arvores secas, sem folhas, água suja pelas rochas que escorrem pelo chão, produzindo um fedor insuportável e sufocante.
Tenta acorda do que acha ser um pesadelo, agita-se, contorce-se todo, geme e grita enlouquecido pela falta de seus entes queridos, implorando por socorro, pois os sofrimentos são insuportáveis.
Na sua perambulação pela região nota-se um grande paredão rochoso que parece circundar todo aquele local, e um pântano que possível seria a fronteira para regiões alguma mais segura, ou seja; a saída.
Em sua tentativa de atravessar o pântano percebe que um formigamento do tipo como choque elétrico que aumenta mais e mais, a cada passo que dá para dentro do lago, ao ponto das dores se tornarem insuportáveis, tendo que retorna a margem.
Após tempos de solidão neste lugar, vagueando sem rumo, percebe-se a existência de cavernas, e quando nota-se ao seu redor, uma multidão de homens, jovens e mulheres em estados lastimáveis.
Pessoas até mesma completamente nuas, ou vestidas em trapos,como verdadeiros mendigos, cambaleados em gemidos de dores.
Segundo suas descrições podemos materializar o filme; a noite dos mortos vivos, numa fidelidade bem fiel.
Um destes seres apresentava todo mutilado, caindo aos pedaços, e mesmo seus pedaços caindo ao chão, o acompanhara para onde ia.
Um ser que por uma desilusão amorosa, ao ver sua companheira abandoná-lo por outro, em meio ao desespero se joga, sobre uma linha férrea, sendo atropelado por um trem.
Uma mulher que por uma vida de sofrimento na prostituição, sem êxito em poder mudar sua realidade, resolve dar cabo de si comum tiro na cabeça.
Desencarnou no vale, como mesmo buraco da bala, no mesmo local onde penetrara em seu corpo físico, e que segundo ela, lhe propiciava dores que nunca se acabavam.
Um rapaz que tinha a cabeça tombada sobre o ombro, que em vida sendo um rapaz de uma vida de excessos e frívola, após a deserdação pelo pai em seu testamento, tenta forjar um falso enforcamento que deveria falha na hora certa, para chamar a atenção da familia, fato que dera errado, sendo sugado para aqueles vale.
As descrições são muitas, em meio a tantas dores e sofrimentos alheios, nosso personagem quase chega ao ponto de enlouquecer.
Mesmo estando naquele local, ainda mantem seu orgulho, se considerando como vítima da situação, e após longos tempos de enclausuro naquele lugar, sua visão sobre sí, muda assim como de qualquer ser, daquele lugar também destinado a isso.
Estes espíritos são assistidos por missionários, que estão atentos a todas as atividades daquele plano, os espíritos que se conscientizan-se mais rápidos de suas situações, e de suas responsabilidades karmicas, são os que mais rápido saem da li.
O ser encontra consolo somente quando se arrepende de verdade, esse se arrepender não consiste em palavras, pois o intimo de cada um é a imagem real do ser, seus padrões vibratórios mudam assim como sua cor áurica.
E assim os benfeitores espirituais sabem que é a hora de intervir, nosso personagem aos poucos teve contato com seu benfeitor, naquele lugar,onde o julgava ser mais um hospede daquele inferno, e pela interação oral que acabou contribuindo principalmente para sua mudança de atitude.
A mensagem dos benfeitores e tanto da espiritualidade é; que independente da vida que levamos em que para alguns parece ser uma maldição e uma grande carga, temos que no conscientizar de nossas responsabilidade, pois está vida foi a que escolhemos antes de encarnar, portanto uma escolha nossa passar por essas tribulações.
A fé, a resignação deve sempre se fazer presente em nossos íntimos, pois se engana aquele que pensa que acabando coma própria vida, acha que estará acabando com todos os seus problemas, problemas estes geralmente sempre criados pelo próprio ser.
Pois estes mesmo problemas continuarão do outro lado da vida mais piores e pesados.
Valter J Amorim
Fonte: Da obra “No VALE DOS SUICIDAS” do médium Evaristo Humberto de Araujo
fonte:http://chega2012.blogspot.com.br/2012/07/o-vale-dos-suicidas-e-uma-real.html.

Para onde vão os suicidas?

suicidas

Cada espírito é uma história.
Alguns suicidas sentem-se presos ao corpo de tal modo que, leva-os a ver e sentir os efeitos da decomposição; outros vão para as regiões umbralinas (região destinada a esgotamento de resíduos mentais); outros ainda, como conta no livro “Memórias de um suicida”, tornam-se presas de obsessores, que as vezes, também foram suicidas, entidades perversas e criminosas, que sentem prazer na prática de vilezas, e que continuam vivendo na Terra ao lado dos homens, contaminando a sociedade, os lares terrenos que não lhes oferecem resistências através da vigilância dos bons pensamentos e prudentes ações. Esses infelizes unem-se, geralmente, em locais pavorosos e sinistros da Terra, afinados com seus estados mentais como: florestas tenebrosas, catacumbas abandonadas dos cemitérios, cavernas solitárias de montanhas muitas vezes desconhecidas dos homens e até antros sombrios de rochedos marinhos e crateras de vulcões extintos. Eles aprisionam, torturam por todas as formas, desde maus tratos físicos e da obscenidade, até a criação da loucura para mentes já torturadas por sofrimentos que já lhes são pessoais, etc.
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