Tipos de Mediunidade – 19/11/11

A mediunidade é um compromisso que o espírito assume ao reencarnar, de exercer um trabalho constante em favor da idéia da imortalidade da alma, o exercício da caridade ao próximo, e incluindo o dever de melhorar a sua própria graduação espiritual. Este intercambio exerce-se de diversas maneiras, pois há vários tipos de mediunidade e de médiuns. Tratando-se de médiuns, existem os médiuns naturais e médiuns de prova.

MEDIUNS NATURAIS: são espíritos que já atingiram um alto grau moral, e ao encarnarem ligam-se naturalmente ao Astral Superior, pela sensibilidade adquirida através do próprio aprimoramento espiritual. São espíritos abençoados com o dom da “intuição pura”, como por exemplo, Antúlio, Rama, Chrisna, Buda, Jesus, etc…
MEDIUNS DE PROVA: são os que recebem a faculdade mediúnica como empréstimo, proporcionando-lhes a oportunidade de resgate de suas dividas cármicas. Através de processos ainda desconhecidos por nós, os técnicos do astral hipersensibilizam o perispírito daqueles que ainda precisam encarnar com a obrigação de trabalhar mediunicamente, acelerando determinados centros energéticos vitais do seu perispírito, despertando-lhe provisoriamente a sensibilidade psíquica para maior percepção dos fenômenos mediúnicos enquanto encarnados. Entre médiuns de prova, temos médiuns conscientes, semi inconsciente e inconscientes.

Os médiuns CONSCIENTE são aqueles que, apesar da incorporação, guardam total percepção de tudo que se passa ao seu redor, de tudo que sua entidade está fazendo. O espírito e o perispírito afastam-se da matéria, dando a oportunidade da entidade comunicante ligar-se a ela, mas permanecem ao seu lado. Daí terem consciência de tudo o que está se passando. Ter mediunidade consciente traz ao médium muita responsabilidade, pois o médium precisa conhecer bastante a doutrina, para não atrapalhar manifestação e serviço da entidade com seu mental.
Os médiuns SEMI CONSCIENTE são os que têm momentos de lucidez, de lembranças, e momentos que sua mente se apaga, eles não se lembram de nada que aconteceu.
Os médiuns INCONSCIENTE são os portadores de mediunidade de maior resgate, e por isto tem que dar mais de si. Então as entidades atuam com maior intensidade.

Quanto a mediunidade, há varias maneiras de o médium efetuar o intercambio com o Astral. Há então a mediunidade INTUITIVA, INCORPORAÇÃO, VIDENCIA, AUDIÇÃO, PSICOGRAFIA, DESDOBRAMENTO, TRANSPORTE, EFEITOS FÍSICOS, PSICOMETRIA E CURA.

INTUITIVA: é a mediunidade através da qual o médium ouve, sente ou recebe o pensamento dos desencarnados, mas o faz de modo consciente. O espírito desencarnado age diretamente no cérebro perispiritual do médium intuitivo, que depois transmite as idéias do seu comunicante ao mundo material, servindo-se de seu vocabulário próprio. O médium é então um receptor telepático das entidades.
INCORPORAÇÃO: na mediunidade de incorporação inconsciente e semi inconsciente, o perispírito do médium afastam-se da matéria, deixando-a sob o comando total do desencarnado comunicante. Já o consciente, o espírito do médium posta-se ao lado da sua matéria, para dar o comando da mesma ao espírito comunicante. Não é porque seu espírito está ao lado ele conserva a consciência de tudo que se passa, que ele não esta incorporado. Embora o espírito do médium abandone temporariamente a matéria, fica a ele ligado pelo cordão fluídico. No inicio de desenvolvimento de incorporação,a entidade não toma a matéria mais sim irradia seus fluidos a ela, aumentando gradativamente a sua atuação, até que a matéria do médium acostuma-se com seus fluidos, dando-se então a incorporação total.
VIDÊNCIA: é a mediunidade que permite ao médium ver o mundo astral, através dos olhos perispirituais. É por isso que dizem que os cegos podem ver os espíritos, pois não dependem da visão material dos olhos para fazê-lo. O médium, sem auxilio dos cinco sentidos ou do raciocínio, percebe coisas e fatos que se desenrolam em torno de si, no mundo astral. O médium pode nascer vidente, e então a sua vidência será chamada de “astralina direta”, ou então, através do desenvolvimento mediúnico e aprimoramento espiritual, torna-se um médium de “vidência mental indireta”. Tanto uma como a outra, dependem da maior ou menor sensibilidade psíquica da criatura, mas sua segurança, exatidão e proveito, subordinam-se a graduação espiritual do ser.
PSICOGRAFIA: na mediunidade de psicografia, o espírito coloca-se atrás ou do lado do médium, e através da ligação de seus fios fluídicos ao perispírito do médium, ele adquire o comando dos movimentos dos braços, antebraços, mãos e dedos dos médiuns, que passa então a obedecer o comando do espírito comunicante, na transmissão de mensagens e pinturas.
AUDIÇÃO: na audiência, o médium ouve os espíritos que com ele se comunicam pela audição. O médium ouve sons, não dentro da sua cabeça, mas fora exatamente no lugar de origem, como qualquer conversa normal. Isto se deve ao aumento da escala auditiva, normalmente o ouvido humano percebe vibrações de 16 a 20.000 ciclos por segundo. No médium audiente, esta percepção vai de 80 a 180.000 ciclos por segundo.
DESDOBRAMENTO: neste caso, o perispírito do médium se afasta do corpo físico, podendo efetuar “viagens”. O desdobramento pode ser involuntário (quando se efetua espontaneamente sem a vontade do médium), voluntario (quando o médium prepara-se, concentra-se para efetuá-lo segundo sua vontade) e provocado (quando há interferência de uma pessoa, ou de uma corrente de pessoas para efetuá-lo, por exemplo, a hipnose). Durante o desdobramento, o médium guarda lembrança variável, mais ou menos acentuada desta viagem astral, pois ele se conserva consciente o tempo todo.
TRANSPORTE: o médium de transporte aproxima-se mais da categoria de efeitos fiscos, pois ele fornece o ectoplasma para os espíritos operarem a desintegração de objetos, que depois transportam apenas seu molde etérico, devendo ser novamente preenchido com a energia que depois constitui a matéria.
EFEITOS FÍSICOS: nesta mediunidade, o médium é doador potencial de ectoplasma, que manipulados pelas entidades resultam em materializações, ruídos, levitações, etc. Este ectoplasma é também utilizado nas operações espirituais. Apenas com a presença do doador de ectoplasma, muitas vezes sem nem ele saber que é médium, processam-se os fenômenos ou os benefícios nas operações.
PSICOMETRIA: através dela, certos médiuns pelo contato de algum objeto, relatam minuciosamente não só a origem e a historia desse objeto, como também de seus possuidores. O psicometra desarticula, de maneira acelerada e automática, a visão e audição perispiritual, acompanhando o mapa de ações que lhe é traçado no espaço e tempo pelas entidades, obtendo assim, as informações e impressões que procura.
CURA: na mediunidade de cura, o médium é um espírito com pesados débitos a resgatar, e por isso tem que dar muito de si, de sua matéria, para beneficio do próximo. Este desgaste é relativo, e não significa que encurta a vida do médium. Pode também proceder as curas pela simples imposição das mãos, que através de passes, incorporando ou não. Neste caso, o médium não será necessariamente inconsciente.