Todos somos médiuns?

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TODAS AS CRIATURAS SÃO MÉDIUNS?

A Mediunidade não é faculdade EXCLUSIVA aos espíritas, mas todos os homens, são intermediários das boas ou más inspirações dos Espíritos.

Mesmo os homens ateus ou descrentes da imortalidade da alma, não estão isentos da mediunidade. Eles também podem ser instrumentos inconscientes dos desencarnados.

Ramatis nos diz que só a mediunidade natural, que é fruto do maior apuro espiritual da alma, revela-se de modo sereno, como um dom inato, sem produzir quaisquer sensações desagradáveis no ser.

Caso se trate de “concessão” provisória feita pela administração sideral, no caso da “mediunidade de prova”, despertada excepcionalmente pelos técnicos do mundo astral com o fito de favorecer às almas (espírito encarnado) muito endividadas, o seu despertamento, é em geral desagradável.

Ramatis nos ensina que a mediunidade é um patrimônio do espírito.

Essa faculdade expande em sua percepção psíquica, tanto quanto evolui e se moraliza o espírito do homem.

A sua origem é essencialmente espiritual e não material.

Ela não provém do metabolismo do sistema nervoso, mas enraíza-se na própria alma, onde a mente, organiza e se responsabiliza por todos os fenômenos da vida orgânica, que se iniciam no berço físico e terminam no túmulo.

Quando é bem aplicada, transforma-se no serviço legítimo da angelitude, operando em favor do progresso humano.

No entanto, como recurso que faculta o intercâmbio entre os “vivos” da Terra e os “mortos” do Além, também pode servir como ponte de ligação para os espíritos das sombras atuarem com mais êxito sobre o mundo material.

Muitos médiuns que abusam de sua faculdade mediúnica e se entregam a um serviço mercenário, em favor exclusivo dos seus interesses particulares, não demoram em se ligar imprudentemente às entidades malfeitoras dos planos inferiores, de cuja companhia dificilmente depois eles conseguem se libertar.

Ramatis enfatiza que a mediunidade não é fruto da carne transitória, nem provém de qualquer sensibilidade ou anomalia do sistema nervoso, é manifestação característica do espírito imortal.

Embora os homens se originem da mesma fonte criadora, que é Deus, eles se diferenciam entre si, porque são consciências individualizadas no Cosmo, mas conservando as características particulares, que variam conforme a sua maior ou menor idade sideral.

Há um tom espiritual próprio e específico em cada alma, e que se manifesta por uma tonalidade particular durante a manifestação mediúnica. É como a flor, que revela o seu perfume característico, ou então a lâmpada, que expõe a sua luz particular.

Podem ser considerados “médiuns oficiais”, na Terra, justamente aqueles que se reencarnam comprometidos com serviços obrigatórios na seara espírita.

Estes requerem um desempenho incessante de sua atividade incomum, porquanto necessitam, com maior urgência, compensar os prejuízos causados a outrem e também acelerar a sua própria recuperação espiritual.

Destacando-se dos demais homens, pois gozam da faculdade mediúnica mais acentuada, relacionam-se mais direta e rapidamente com os desencarnados.

Conforme seus pensamentos, sua conduta e objetivos na vida, atraem os espíritos da freqüência vibratória de conformidade com sua contextura espiritual, e passam a influenciar para o bem ou para o mal as pessoas com as quais entram em contato.

São raros os médiuns missionários ou de intuição pura, também são poucos aqueles que alcançam o “clímax” abençoado do serviço mediúnico sem a preliminar do desenvolvimento torturado.

Médiuns há nos quais eclodem ainda os resíduos das velhas paixões que já os conturbaram no passado; os seus pensamentos, palavras e sentimentos são alvos de ataque dos desencarnados, que tudo fazem para impedir-lhes o êxito do serviço mediúnico na seara espírita.

A mediunidade é canal intermediário entre os Espíritos e a Terra.

O médium transmite o que lhe é dito por um ou mais espíritos.

As faculdades próprias de vidência, clarividência, clariaudiência, psicometria, cura, doutrinação, magnetismo, radiestesia, quando desenvolvidas permitem ao sensitivo, ou médium, fazer coisas extraordinárias, independente de espíritos ou guias.

O desenvolvimento e educação mediúnicas devem ser precedidas do estudo e do conhecimento espiritual. A cultura e a educação mediúnicas são as bases do sucesso da mediunidade.

O sexto sentido é a sensibilidade psíquica geral que permite ver, ouvir e sentir além dos sentidos materiais. É a intuição e a premonição. É algo que existe em toda criação. Em algumas pessoas e espécies está ativo e desenvolvido; em outras está atrofiado ou em desenvolvimento.

O sétimo sentido é a telepatia ou a sensibilidade mental de captação e emissão de pensamentos.

Livro: MEDIUNISMO – RAMATIS