Xangô, meu pai!


Xangô é o Orixá da Justiça e do Equilíbrio; Senhor do fogo, dos trovões e das pedreiras. Não cede nem à flexão e nem à pressão, é rígido e estável como as rochas, julga de forma severa mas sem precipitação e finalmente estabelece a ordem tranquilizadora. Devemos estar preparados e conscientes ao pedir Justiça à Xangô pois ela será feita, mas não a justiça dos homens e sim a Justiça Divina.

É mais comumente sincretizado com São Jerônimo, que tem dia comemorado em 30 de setembro, ou São João Batista, que comemoramos em 24 de junho. Suas cores são o marrom, o vermelho ou o cinza; seus símbolos são o machado de dois cortes que remete à imparcialidade, a balança que está ligada à justiça e a estrela de seis pontas que representa o equilíbrio; suas pedras são o olho de tigre e a pedra do sol. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, com Oxum, Xangô nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.

Amalá ao Pai Xangô

Ingredientes da comida de Xangô:
– 500gr. de quiabo
– 01 rabada cortada em doze pedaços
– 01 cebola
– 01 vidro de azeite de dendê
– 250g. de camarão

Modo de preparar o Amalá de Xangô: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola, dendê, separe 12 quiabos, e corte o restante em rodelas bem fininhas, junte a rabada cozida. Coloque em uma gamela o refogado e enfeite com os camarões e os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.

Elemento e força da natureza: as pedras (vivas), pedreiras à beira mar, etc.
Dia da semana: quarta-feira
Chacra atuante: cardíaco
Planeta regente: Júpiter
Nota musical:
Cor vibratória: verde-musgo
Cor representativa: marrom e todas suas nuanças
Cor da guia (colar): marrom e branco
Saudação: Kaô Kabecile
Negativo: Exu Gira-mundo
Amalá: rabo de vaca, quiabo e camarão
Bebida: cerveja preta
Local de entrega: pedreira