Toque de Exú 2013


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Enfim chegou Agosto, o mês do Orixá Exu e com isso também a grande festa do Templo de Umbanda Caboclo Ubirajara em homenagem aos Guardiões e Pombas-Giras. Venham prestigiar esse lindo ritual e receber as proteções que essa maravilhosa ocasião nos proporciona.

 

Devido a inúmeros pedidos dos consulentes, faremos também a imantação das chaves protetoras. Para quem desejar basta retirar com o Cambone chefe da assistência. Os amuletos serão imantados no decorrer desta semana e são instrumentos que ajudam na proteção contra negatividade, abertura de caminhos e prosperidade.
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Orixá Exú

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Exú Orixá Princípio de Movimento e Interligação !!! O Mensageiro dos Orixás!!!
Exú pode ser o mais benevolente dos Orixás se é tratado com consideração e generosidade.

O ARQUÉTIPO DE EXÚ
Os filhos de Exú possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Exú não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões.
Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.

A Lenda
Conta a lenda que houve uma demanda entre Exú e Oxalá para que pudesse saber quem era o mais forte e respeitado, e foi aí que Oxalá provou a sua superioridade pois, durante o combate, Oxalá apoderou-se da cabaça de Exú a qual continha o seu poder mágico transformando-o assim em seu servo. Oxalá então permitiria que Exú a partir de então recebesse todas as oferendas e sacrifícios em primeiro lugar.
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Atotô Obaluayê

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Hoje, dia 16 de agosto, é o dia que comemoramos o Orixá Obaluayê.
Seu sincretismo católico é com São Lázaro;
Sua saudação é “Atotô Obaluayê”, que quer dizer “Silêncio”;
Suas cores são preto e branco;
Sua oferenda é pipoca preparada com areia, fatias de coco regadas com mel, beterraba, batata doce roxa, mandioca, água mineral ou vinho tinto, flores e velas brancas e
Seus pontos de força são: cemitérios – “calunga pequena”, mar – “calunga grande” e cavernas.

Tem como principal instrumento o Xaxará (Sàsàrà), espécie de cetro de mão, feito de nervuras da palha do dendezeiro, enfeitado com búzios e contas, com que capta as energias negativas bem como “varre” as doenças, as impurezas e os males sobrenaturais.

Obaluayê é o Orixá que representa a Irradiação Divina da Evolução, é o Senhor das Passagens, aquele que permite a mudança de nível, de estágio ou de situação. É a Ele que clamamos quando nos sentimos estagnados ou em sofrimento, seja na dor física, mental, emocional ou espiritual.

É o Orixá de elemento terra, que é vital à vida humana e encontra-se no começo e no fim de toda a vida, aliás é sabido que: “tudo o que sai da terra é dotado de vida e tudo o que volta para a terra é novamente provido de vida”..

Obaluayê está relacionado ao retorno, ao pó, ao renascimento, à transformação, à transmutação e à regeneração.

Obaluayê é Orixá Sábio e Ancião, rege a linha dos Pretos-Velhos, linha que nos presenteia benevolentemente e continuamente com sua capacidade de Sabedoria e Paciência, de Tolerância e Renúncia, de Bondade e Generosidade.

Se curvar diante de Obaluayê é buscar no íntimo a compreensão de seus carmas e transformá-los em darmas.

Se cobrir com as palhas desse Orixá é procurar dentro de si a cura de seu espírito e de suas mazelas.

Se banhar com as pipocas de Obaluayê é transformar a vida em um lindo jardim cheio de flores brancas e perfumadas.

Saudar Obaluayê é clamar pelo silêncio da emoção desenfreada a fim de ouvir a voz da sapiência.

Tocar na terra três vezes ao saudar Obaluayê é acordar a terra e cultivar a esperança da sensatez.

Fazer o sinal da cruz no chão é afirmar que aceita as dores da matéria, na matéria, enquanto o espírito afirma a importância da regeneração e da renúncia para a sua evolução e evolução da humanidade.

ATOTÔ!

ATOTÔ OBALUAYÊ!

E que venha agosto…

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Eis que chega agosto!

Eis que chega o mês de Obaluaê e seus Olubajes!

Eis que chega o mês de pleno silêncio e respeito ao Rei da Terra!

Eis que chega o mês em que muitos irão partir sem volta!

Eis que se beira uma justiça diferenciada!

É o mês Dele!

Daquele que não admite traição, intriga, afofo, quizilas, mentiras e gritarias!

Chega-se o momento da reflexão e da sabedoria!

Prepara-se o banquete do Rei será servido!

Nem todos sabem preparar este banquete…

Nem todos são merecedores…

Quem não sabe quem é OBALUAÊ não se atreva a desfiá-lo!

Se você tem uma moléstia, doença ou coisa parecida a tua hora é esta!

Peça a OBALUAÊ com a tua FÉ que seu pedido será abençoado!

Silêncio absoluto o Rei esta chegando…

No barulho da sua vestimenta é feita de ìko (palha da costa) é que vou dançar e celebrar…

Opanije, opanije (dança sagrada de Obaluaê)…

É com seu deboru (pipocas) que o meu ser irá se acalmar e curar-se…

É com o seu Sàsàrà que as energias negativas, as doenças, impurezas e males sobrenaturais se afastaram…

O céu e a terra se encontram no bailar de sua Majestade…

Sua beleza e luz me desperta…

E neste encontro cá estamos nós a te admirar e louvar!

Autor: Iyá Ekedji Ogunlade

Salubá Nanã!!!

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A orixá Nanã rege sobre a maturidade e seu campo preferencial de atuação é o racional dos seres. Atua decantando os seres emocionados e preparando-os para uma nova “vida”, já mais equilibrada.

A orixá Nanã Buruquê rege uma dimensão formada por dois elementos, que são: terra e água. Ela é de natureza cósmica pois seu campo preferencial de atuação é o emocional dos seres que, quando recebem suas irradiações, aquietam-se, chegando até a terem suas evoluções paralisadas. E assim permanecem até que tenham passado por uma decantação completa de seus vícios e desequilíbrios mentais. Nanã forma com Obaluaiê a sexta linha de Umbanda, que é a linha da Evolução.

E enquanto ele atua na passagem do plano espiritual para o material (encarnação), ela atua na decantação emocional e no adormecimento do espírito que irá encarnar. Saibam que os orixás Obá e Omulú são regidos por magnetismos “terra pura”, enquanto Nanã e Obaluaiê são regidos por magnetismos mistos “terra-água”. Obaluaiê absorve essência telúrica e irradia energia elemental telúrica, mas também absorve energia elemental aquática, fraciona-a em essência aquática e a mistura à sua irradiação elemental telúrica, que se torna “úmida”. Já Nanã, atua de forma inversa: seu magnetismo absorve essência aquática e a irradia como energia elemental aquática; absorve o elemento terra e, após fracioná-lo em essência, irradia-o junto com sua energia aquática.
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