Salve a Ibejada!!!


As Forças Superiores que se manifestam na Linha das Crianças, Linha de Yori ou Linha de Ibêji costumam ter nomes típicos de crianças brasileiras, como Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Vítor, Cosminho, como também recebem nomes ligados ao Orixá regente do médium como, por exemplo, Pipocão e Formigão, para os filhos de Obaluaiê; Pingo Verde e Folhinha Verde, para os de Oxóssi; Rosinha, para os de Oxum; Conchinha Dourada para um de Iemanjá. Estas crianças possuem as características do elemento em que atuam. Se trabalham sobre a influência do ar, são alegres e expansivas; sendo da linha do elemento fogo, são irritáveis facilmente; sendo da terra, são caladas. Sendo da linha de Yemanjá ou Oxum, são carinhosas e melodiosas no falar.

Essa Linha de trabalho que se manifesta alegremente dentro de nossa Umbanda distribuindo sorrisos, balas e esperança é uma das poucas Linhas que consegue dominar a Magia na sua essência natural e muitas vezes de forma extremamente imperceptível. Isso fica claro quando observamos que as formas, um tanto quanto peculiares, de suas incorporações nada mais são que ações mágicas capazes de exercer funções específicas no médium, no Terreiro e em toda a assistência. As incorporações de forma alegre, dançante, os pulos, os cantos e até os choros, são ações de descargas energéticas, de equilíbrio emocional, de cura etérica, além, é claro, de estimular a alegria interna das pessoas, assim como o espírito infantil de cada um. Aliás, o espírito infantil, já que não é mantido, deveria ser a verdadeira busca das pessoas, assim todos poderiam encontrar a tão desejada alegria de viver. Basta observarmos que uma criança não mente, não tem maldade acredita nas pessoas, não carrega mágoa, acorda sempre feliz e brinca com tudo, sem dúvida, isso é viver em felicidade e harmonia plena.
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Laroiê Exu!!! Hoje é seu dia…


Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. A palavra Èsù em yorubá significa “esfera” e, na verdade, Exu é o orixá do movimento.

Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun e o Aiye, o mundo material e o mundo espiritual, seja plenamente realizada.

Na África na época das colonizações, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e a forma como é representado no culto africano, um falo humano ereto, simbolizando a fertilidade.

Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um absurdo na construção teológica yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal. Mesmo porque nesta religião não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins como fazem as religiões cristãs. Estas pregam que tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso; pelo contrário, na mitologia yoruba, bem como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.
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Como agradar nosso Guardião?


Como todos sabem, Agosto é o mês dos Guardiões.
O que pouca gente deve saber é como agradar cada um deles.

Vamos lá:
Guardião do Cristal
Atua no chakra coronário, por onde acessa a parte posterior da cabeça. Homenageie-o acendendo uma vela preta e outra branca.

Guardião dos Minerais
Atua por meio do chakra cardíaco por onde acessa nosso peito. Homenageie-o acendendo a vela branca, vermelha e preta na beira de um rio.

Guardião dos Vegetais
Atua sobre o chakra frontal por onde acessa nossa testa. Homenageie-o acendendo uma vela preta verde e branca.
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Umbanda e sua codificação


A Umbanda, ainda que não evidencie isso à primeira vista, é uma religião muito rica em fundamentos divinos. E, se isso acontece, é porque é nova, não foi codificada totalmente e não tínhamos um indicador seguro que nos auxiliasse na decodificação dos seus mistérios.

Atualmente, um século após sua fundação por Zélio Fernandino de Moraes e o senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, espíritos mensageiros têm transmitido-nos algumas chaves mestras que têm aberto vastos campos para decodificarmos seus mistérios e iniciarmos sua verdadeira codificação, tornando-a tão bem fundamentada que talvez, no futuro, outras religiões recorram a estas chaves para interpretarem seus próprios mistérios. Se não, vejamos:

1º) Na Umbanda, as linhas de trabalhos espirituais, formadas por espíritos incorporadores, têm nomes simbólicos.
2º) Os guias incorporadores não se apresentam com outros nomes, e só se identificam por nomes simbólicos.
3º) Todos eles são magos consumados e têm na magia um poderoso recurso, ao qual recorrem para auxiliarem as pessoas que vão aos templos de Umbanda em busca de auxílio.
4º) Um médium umbandista recebe em seus trabalhos vários guias espirituais cujas manifestações ou incorporações são tão características que só por elas já sabemos a qual linha pertence o espírito incorporado.
5º) As linhas são muito bem definidas e os espíritos pertencentes a uma linha falam com o mesmo sotaque, dançam e gesticulam mais ou menos iguais e realizam trabalhos mágicos com elementos definidos como deles e mais ou menos da mesma forma.
6º) Cada linha está ligada a alguns orixás e podemos identificar nos seus nomes simbólicos a qual dos espíritos de uma mesma linha são ligados.
7º) Isto acontece tanto com as linhas da direita quando com as da esquerda, todas regidas pelos sagrados orixás.
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Historia de Exú


Na corte astral, celestial, havia um anjo chamado Lúcifer, Anjo Belo, o primeiro dos querubins, com grandes poderes e conhecimentos.
Estranhos sentimentos, orgulho e vaidade, penetraram em seu coração, fazendo com que conspirasse contra Deus, querendo o lugar do Altíssimo.
Conseguiu, o Anjo Belo arrebatar uma legião de anjos para o combate causando assim uma revolta celeste.
Sendo derrotado, o Anjo Belo, e obtendo assim a ira de Deus foi expulso e foi obrigado a levar a sua legião consigo.
Chamado de Satanás (adversário do Pai) e também de Exus (traidor do Povo) pelo Pai Criador.
Seu Belo, Satanás, Exu, Diabo, Capeta, o Cão, Demônio, são algumas formas de chamamento de seu Lúcifer o rei das Trevas, do mal, porém sua falange é organizada com muito rigor e dureza.

“Exú que tem duas cabeças,
mas ele olha sua gira com fé;
uma é satanás do inferno;
e a outra é de Jesus Nazaré.”

Assim como na Santíssima Trindade, as três manifestações do Altíssimo são:
Pai – Obatalá;
Filho – Oxalá;
Espírito Santo – Ifá.

Sua Alteza Lúcifer, também apresenta-se numa Trindade, comandando o reino dos Exus, sendo:
Lúcifer, Béelzebuth; Aschtaroth.
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