Como sei qual Orixá devo oferendar?

Orixá(s) Regente(s) de 2013

Orixá(s) Regente(s) de 2013

Como o assunto é muito extenso, farei a publicação em duas partes. Assim não fica cansativo, a assimilação é melhor e podemos aproveitar para discutir e tirar duvidas conforme elas forem surgindo. Então vamos lá?

Nós umbandistas, sabemos que um dos atos ritualístico mais importantes para a nossa religião são as Oferendas que realizamos aos Orixás e aos Guias Espirituais. Sabemos também que a nossa maior benção é ter a força da natureza à nossa disposição, afinal ao oferendar um Orixá em um ponto de força, além de ativar a Divindade, ativamos também as forças elementais da natureza deste local em uma ação dupla de pura Força e Poder. Portanto, além de termos uma grande responsabilidade com a preservação da natureza, temos também a responsabilidade de saber onde, como e para quem pedir o amparo e a sustentação em nossas dificuldades, assim não ativaremos forças contrárias ou desnecessárias às nossas necessidades.

Vejam só a importância deste conhecimento: Imaginem que ‘Fulana’ está perdidamente apaixonada por um homem comprometido, que a tem como segundo plano. Que Orixá ‘Fulana’ deve oferendar solicitando ajuda? A maioria responderia essa questão dizendo que a oferenda deveria ser feita à Orixá Oxum, mas eu digo que, neste caso, ‘Fulana’ deve oferendar o Orixá Oxumaré. Calma, eu explico: como pedir a Oxum a união e a harmonia entre o casal se essa união é errada? Afinal ele é comprometido! Não seria mais correto pedir a Oxumaré a diluição dos sentimentos viciosos e desequilibrados que envolvem os dois para que assim, libertos do vicio da paixão, eles possam equilibrar seus sentimentos? Não seria mais correto pedir a Oxumaré uma renovação emocional abrindo horizontes e energias mais puras? A mesma coisa é pedir movimento e direção na vida a Nanã, abertura de caminho a Oxalá ou paciência a Ogum! Não é que as Forças Divinas não atenderão nossas solicitações, mas se podemos facilitar, agilizar, melhorar e, principalmente, direcionar nossas solicitações por que não fazê-las? É uma questão de bom senso e sabedoria, não acham? Por isso, preparei um material de estudo bem resumido e de fácil compreensão para que todos possam direcionar ao máximo suas solicitações em oferendas, lembrando que, antes de tudo, o auto conhecimento, o respeito e a fé são fundamentais.
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Xangô, meu pai!


Xangô é o Orixá da Justiça e do Equilíbrio; Senhor do fogo, dos trovões e das pedreiras. Não cede nem à flexão e nem à pressão, é rígido e estável como as rochas, julga de forma severa mas sem precipitação e finalmente estabelece a ordem tranquilizadora. Devemos estar preparados e conscientes ao pedir Justiça à Xangô pois ela será feita, mas não a justiça dos homens e sim a Justiça Divina.

É mais comumente sincretizado com São Jerônimo, que tem dia comemorado em 30 de setembro, ou São João Batista, que comemoramos em 24 de junho. Suas cores são o marrom, o vermelho ou o cinza; seus símbolos são o machado de dois cortes que remete à imparcialidade, a balança que está ligada à justiça e a estrela de seis pontas que representa o equilíbrio; suas pedras são o olho de tigre e a pedra do sol. Na pedreira, com Iansã, Xangô nos traz o arrojo, a determinação, a fortaleza, a segurança, a firmeza e a sustentação. Na cachoeira, com Oxum, Xangô nos purifica, nos energiza, nos dá vida, vigor, saúde e inteligência.
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Pretos Velhos – Adorei as almas!!!!


Preto-velho, no ritual de Umbanda Sagrada, é um grau manifestador de um Mistério Divino. Nem todo Preto-Velho é preto ou velho. A forma como os Pretos-Velhos incorporam, curvados, expressa a qualidade telúrica de Pai Obaluaiê. O peso que parecem carregar não é fruto do cansaço, da idade avançada ou velhice, mas é a ação da qualidade estabilizadora, terra, desse orixá.

Essas entidades manifestam-se sob a aparência de negros escravos, trazendo-nos o exemplo de humildade e simplicidade da alma. São espíritos elevadíssimos, com vasto campo de atuação, encontrados nas Sete Linhas de Umbanda, pois trabalham a Evolução nos sete sentidos da vida dos seres.

Trazem sempre palavras de Fé, de esperança, de consolo e de perseverança, com sua sabedoria, paciência, paz e serenidade.
São espíritos de velhos africanos que foram trazidos para o Brasil como escravos e que trabalham na Umbanda como símbolos da fé e da humildade. Seus trabalhos são de ajuda aqueles que estão em dificuldade material ou emocional, sendo que, o seu trabalho se desenvolve mais para o lado emocional e físico, das pessoas que os procuram, sendo chamados, carinhosamente de psicólogos dos aflitos.

Sua paciência em escutar os problemas e aflições dos consulentes, fazem deles as entidades mais procuradas na Umbanda, são chamados de Vovôs e Vovós da Umbanda.
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Saravá Ogum !!!


É a divindade Ordenadora da criação em todas as dimensões e estágios de vidas, onde tudo o que Pai Olorum gera, gera ordenadamente a essência eólica (ar) é sua qualidade divina.
Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre razão e a emoção. É o orixá regente das milícias celeste, guardiões dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.
Ogum é sinônimo de Lei e Ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos. Todo Ogum é um aplicador natural da Lei e age com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permite uma conduta alternativa.
Onde estiver um Pai Ogum, lá haverá os olhos da Lei, mesmo que seja um “caboclo de Ogum”, um “Baiano”, “boiadeiro”, “cigano”, “marinheiro”, “Exu” ou Exu mirim”.
Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.
Dizemos que Ogum é sinônimo de lei e ordem porque tanto aplica a lei quanto ordena a evolução dos seres não permitindo que alguém tome a direção errada. Por isso é chamado de “O senhor dos caminhos” (das direções).
Ogum não julga nada nem ninguém, pois esta atribuição é de Xangô. Ele apenas aplica os princípios da Lei e ordena (direciona) os seres e ponto final!
Ogum, ele é pai e é rigoroso ao extremo com seus “filhos”. E sua natureza reta, e assim ele é.
Na umbanda religião ordenadora direcionada dos seus filhos, tem em Pai Ogum a base reta, protetora onde todos os filhos de fé são guardados por ele.
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Oferenda básica para Iemanjá

1 toalha ou pano azul claro.
velas brancas e velas azul claro.
fitas brancas e fitas azul claro.
linhas brancas e linhas azul claro.
arroz doce com canela em pó.
1 melão em fatias.
flores brancas.
1 champagne branca.

Essa oferenda deve ser feita na praia, ou se preferir em um local fechado, deve-se retirar tudo após 3 dias.